Comandos em LaTeX: IPA e Prosódia

Today’s post is about how to create your own commands in LaTeX to make your code cleaner and, crucially, more efficient. 


Criando seus próprios comandos

Uma das grandes vantagens de utilizar LaTeX é a possibilidade de criar os seus próprios comandos (ou ajustar comandos já existentes). Vamos a três exemplos.

Símbolos IPA

Vamos começar com algo bem simples. Você já deve estar familiarizado com símbolos IPA em LaTeX. O pacote tipa é bastante bom, e resolve basicamente todas as possíveis necessidades de qualquer fonólogo ou foneticista. O problema é escrever \textipa{}toda vez que você precisa de um símbolo fonético. Vamos criar uma versão mais enxuta do comando: \ipa{}:

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Organizando sua tese em LaTeX

Trabalhar com LaTeX quase significa trabalhar com múltiplas pastas. Isso pode parecer ruim para quem vem do MS Word, mas é bem provável que você já esteja lidando com diversos arquivos ao mesmo tempo. Afinal, mesmo em documentos curtos como artigos, você normalmente terá figuras, por exemplo. O ponto é: saber organizar os seus arquivos certamente facilita a sua vida na hora de escrever o seu documento. Em LaTeX, essa organização se torna ainda mais essencial, dada a interface do sistema.

Neste post, vou discutir a organização de uma tese. Ou seja, vou falar do aspecto conceitual do documento. Parto do princípio de que você já usa/usou LaTeX para documentos mais simples, como artigos etc.

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Fonologia métrica em LaTeX

If you’re a phonologist, I have a more in-depth page on LaTeX here.

 

Quando representamos árvores métricas, normalmente queremos estabelecer relações de dominância através de “galhos” assimétricos. Isso faz com que uma árvore métrica seja estruturalmente bem diferente de uma árvore sintática.

Essa diferença significa que usar o típico comando \tree
dentro do pacote tikz-qtree não será suficiente para atingir (com facilidade) os resultados que procuramos. Contudo, o pacote tikz possibilita virtualmente qualquer tipo de estrutura não linear: você pode desenhar qualquer coisa utilizando comandos desse pacote.

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Opções para produção de slides

Este post foi atualizado em 7 de março de 2017.

Apresentar trabalhos é comunicar ideias. As pessoas costumam subestimar a importância do aspecto comunicativo, mas o fato é que boas ideias não chegam a lugar algum se não forem comunicadas apropriadamente. No mundo acadêmico, em particular, há a tendência de achar que a forma não importa, já que o conteúdo é o principal. Isso é um erro: o seu conteúdo só será entregue se a sua forma for eficiente. “Forma”, aqui, pode ser um artigo publicado, um pôster apresentado ou uma comunicação oral (talk) em um congresso. Neste post, falarei de slides.

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Exames em LaTeX

The exam class in LaTeX is very helpful for preparing tests. First, this class makes it very easy to have an answer key (and omit it when necessary). There are environments for questions and solutions, and the document adds up the points in each question for you. I’ll go over the code below.

Elaborar provas em LaTeX pode ser uma ótima ideia, principalmente com a classe exam. Basicamente, essa classe facilita todo o processo de criação de perguntas e respostas. Principalmente, o próprio documento soma os pontos de cada questão.

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Como inserir vídeos em LaTeX

Embora eu ache que LaTeX seja a melhor opção para artigos, slides e pôsteres, é preciso admitir que ele não é nada prático quando comparado aos slides do Power Point, por exemplo. Há várias formas de inserir mídia usando o Beamer (classe de slides em LaTeX). Pessoalmente, gosto de usar o pacote media9 (veja documentação aqui).

Tudo que você precisa saber está na documentação, então vou apenas trazer um exemplo (muitas vezes, você só precisa do exemplo para fazer o que você deseja). Para detalhes adicionais (personalização, botões etc.), veja a documentação do pacote.

O exemplo abaixo traz apenas um slide que contém um vídeo.

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Regras SPE (Rules)

Here, I go over simple feature matrices that describe three common phonological processes (based on a hypothetical language).


Construir matrizes de traços é algo relativamente fácil em Word—e o resultado é relativamente bom. Em LaTeX, fazer matrizes também é bastante intuitivo. Matrizes de traços são/foram importantes para descrever regras fonológicas no estilo SPE (Chomsky & Halle 1968). Mesmo que você não utilize matrizes em suas análises, é bem possível que as utilize em aulas, handouts etc.

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Vogais | Vowels

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Se você deseja criar quadriláteros vocálicos, existem (pelo menos) dois pacotes para esse fim: vowel e pst-vowel. Neste post, vou falar do primeiro, que foi desenvolvido por Fukui Rei, da Universidade de Tóquio. O pacote é útil principalmente para discriminar inventários vocálicos. A documentação é bastante boa e intuitiva (diferente do pst-asr de que falei há um tempo).

Aqui, vou disponibilizar o código para três inventários: português, inglês (AmE) e francês (europeu)—leve em conta que há bastante variação de acordo com o dialeto. Para detalhes de como ajustar os diagramas, basta ler a documentação (link acima). Você verá que a sintaxe é bastante simples, e requer o pacote tipa, para os símbolos fonéticos.

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Word & LaTeX: prós e contras

Here’s a very brief discussion on pros and cons of LaTeX and Word. If you already use LaTeX, this is (probably) no news.


O blog é especificamente sobre LaTeX, mas acho que talvez seja interessante ponderar as vantagens e desvantagens de “abandonar” o mundo Word. Como sempre, tudo tem dois lados, e utilizar LaTeX não é uma exceção: há claras desvantagens—embora a maior parte dessas desvantagens estejam relacionadas ao seu perfil, e não à linguagem. Vou dar minha opinião sobre Word e LaTeX abaixo, definindo prós e contras de cada um.

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Geometria de Traços + Estrutura Prosódica | Feature Geometry + Prosodic structure

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Das estruturas não lineares em Fonologia, Geometria de Traços (Clements 1985 e muitos outros desde então) provavelmente é o que há de mais complexo graficamente. Fazer algo assim em Word é realmente um teste para a paciência. Uma opção é utilizar aplicativos gráficos e exportar a estrutura como figura. Por exemplo, até mesmo o Keynote (iWork) faz estruturas gráficas interessantes, que podem ser exportadas em pdf, jpg etc. Também é possível utilizar screenshots. O problema é que, fazendo isso, perdemos o controle sobre aquela estrutura. Consequentemente, se você quiser alterar qualquer coisa no futuro, terá de voltar ao arquivo original (que pode ter sido perdido, deletado…).

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