Um dos melhores pacotes (talvez o melhor) para estruturas não lineares seja o tikz-qtree. Bastante usado em Sintaxe, ele permite um maior controle na criação de árvores, o que é extremamente importante. Neste post, farei duas coisas: primeiro, repetirei a estrutura silábica do português (veja primeiro post sobre o assunto) utilizando esse pacote. O pacote pst-asr, utilizado no outro post, é pouco intuitivo, e muitas vezes apresenta problemas de compatibilidade. Em segundo lugar, criarei uma estrutura prosódia (que inclui o Grupo Composto proposto por Vogel 2009).
Tabelas | Tables
This post is slightly different, in that it’s a basic LaTeX tutorial on how to make simple tables. I go through the usual guidelines for tables in academia, and compare that to a ‘bad’ table. So if you’re just looking for linguistic-related posts, you might want to skip this one.
De um modo geral, algumas “regras” são importantes para tabelas em trabalhos acadêmicos/científicos. Como a tabela em LaTeX que vou explorar neste post é baseada nessas “regras” (por falta de outro termo), vou listá-las antes.
- Evite linhas verticais. Grande parte dos periódicos não utilizam linhas que dividem colunas.
- Evite usar muitas linhas horizontais. Muitas vezes, três são suficientes: topo, fim e imediatamente após classes.
- Alinhe o conteúdo da tabela, é claro. Texto: alinhamento à esquerda; números, à direita.
- Use legendas minimamente explicativas, para que não seja necessário voltar ao texto para entender símbolos etc.
- Evite linhas duplas (verticais ou horizontais).
- Saliente as classes, i.e., a primeira linha da tabela, onde estão as categorias.
Sílaba | Syllable: pst-asr
This post shows how to make syllables using pst-asr. This package does very nice things, but its documentation (and syntax) are not intuitive—and usually very time-consuming. It’s worth taking a look at the package, though. In another post, I go through (what I consider) a better option.
Se você costuma usar estruturas não lineares em Fonologia, a sílaba possivelmente seja uma das mais importantes. Felizmente, também é uma das mais fáceis de produzir em LaTeX. Hoje em dia não se vê muita carga representacional em artigos, i.e., não é mais tão comum ver, por exemplo, geometria de traços em um artigo—seja ele teórico ou não. Sílaba, contudo, parece ainda ser representada graficamente, por ser uma unidade tão importante para processos fonológicos.
Vou elaborar a estrutura silábica do português como exemplo. Farei isso duas vezes, com dois pacotes diferentes. Primeiro, vamos à opção mais simples, que parte da mesma estrutura arbórea usada em sintaxe. Para isso, usamos o pacote qtree (há variações desse pacote, que serão exploradas em posts futuros). Vamos lá.
Símbolos fonéticos | Phonetic symbols
Quem nunca se deparou com problemas de formatação com transcrições fonéticas em resumos de eventos? Ok, se você transformar o que faz em pdf, a coisa se resolve; mas a verdade é que muitos ainda trabalham exclusivamente com formato *.doc.
Outro problema comum é ver apresentações/resumos/artigos em que o fone(ma) está claramente em uma fonte diferente das demais (seja em dimensão ou em estilo). É claro que há maneiras de resolver isso em Word (ou em qualquer outro editor), mas, dependendo do que se quer fazer, é bem provável que algo desconfigure (principalmente com diacríticos mais raros). Há ferramentas online, por exemplo, que permitem que você insira símbolos. Também há paletas que podem ser baixadas e acessadas no menu fixo (no caso do Mac). Nos OS X mais recentes, também é possível declarar atalhos que substituem caracteres tradicionais por símbolos. Enfim, há várias opções. Como o blog é sobre LaTeX, todos os posts estarão focados em como fazer X em LaTeX.
Árvores sintáticas | Syntactic trees
(In the trees that follow, I use Portuguese sentences.)
Existem sites e aplicativos que fornecem um mapeamento para árvores sintáticas: você fornece uma estrutura linear e o output é a sua árvore. Porém, se você utiliza LaTeX, não há razões para utilizar ferramentas externas para produzir estruturas não lineares (isso também vale para estruturas fonológicas, tópico a ser explorado no futuro).
Um dos pacotes utilizados para estruturas sintáticas é o qtree. O manual é bastante abrangente e explicativo, então darei apenas um exemplo neste post. Basicamente, a sintaxe do qtree será familiar se você já está acostumado a estruturar suas construções sintáticas linearmente ([sujeito[[verbo][objeto]]).
No código abaixo, omiti linhas básicas na estrutura do documento; mostro, apenas, as linhas necessárias para o assunto deste post. Vejamos a árvore para a seguinte sentença:
Que a Maria matou o João é um fato desconhecido.
OT Tableaux: tables vs. tableaux
This posts is not simply about making tableaux. There’s a package for that, and you can actually make one yourself without the package. The problem is this: if you have tables and tableaux in your paper/thesis/dissertation, presumably you want two things: (1) you want each tableau to be numbered as ‘Tableau 1: …’; (2) you (may) want to have a list of tables and a separate list of tableaux. If you’ve tried that already, you know this won’t happen automatically. So what I do here is (a) I build a tableau from scratch (no package) and (b) make (1) and (2) above happen. Just follow the code and comment if you have suggestions, please. You’ll notice that, although the text and below is in Portuguese, I’m not using babel, so my ‘Table’ is not translated into Portuguese.
Se você é fonólogo, tableaux são bastante importantes. Não é algo tão complexo do ponto de vista gráfico: trata-se de uma tabela com algumas características específicas. Existem alguns sites que oferecem uma interface de mapeamento, em que você apenas digita restrições, candidatos e violações, e o output é um script em LaTeX pronto. Um exemplo é a página desenvolvida por K. Ryan (veja aqui).
Também há um pacote específico para tableaux (veja aqui). Contudo, o pacote ainda contém alguns bugs, e, convenhamos, não faz nada além de criar uma tabela. Ou seja: se você sabe lidar bem com tabelas em LaTeX, não terá problemas em fazer um tableau. Antes de eu chegar no problema que quero abordar, vamos à estrutura comentada (%) de um tableau bastante básico em LaTeX:
Como contar palavras em LaTeX | Counting words in LaTeX
This is a perl script that takes your .tex file as the input and returns a nice report on the number of words you have in that file. This is quite useful—and quick. You can run it from Terminal (more info on the script here).
O que exatamente deve ser contado em um documento? Notas de rodapé são incluídas? E legendas de gráficos? E títulos de seções? Referências…? O que conta como “palavra”? Palavras funcionais e lexicais, ou apenas lexicais? Números entram no cálculo…? E fórmulas matemáticas/equações? E palavras em determinadas figuras…?
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