Category Archives: LaTeX

Comandos em LaTeX: IPA e Prosódia

Today’s post is about how to create your own commands in LaTeX to make your code cleaner and, crucially, more efficient. 


Criando seus próprios comandos

Uma das grandes vantagens de utilizar LaTeX é a possibilidade de criar os seus próprios comandos (ou ajustar comandos já existentes). Vamos a três exemplos.

Símbolos IPA

Vamos começar com algo bem simples. Você já deve estar familiarizado com símbolos IPA em LaTeX. O pacote tipa é bastante bom, e resolve basicamente todas as possíveis necessidades de qualquer fonólogo ou foneticista. O problema é escrever \textipa{}toda vez que você precisa de um símbolo fonético. Vamos criar uma versão mais enxuta do comando: \ipa{}:

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Opções para produção de slides

Este post foi atualizado em 7 de março de 2017.

Apresentar trabalhos é comunicar ideias. As pessoas costumam subestimar a importância do aspecto comunicativo, mas o fato é que boas ideias não chegam a lugar algum se não forem comunicadas apropriadamente. No mundo acadêmico, em particular, há a tendência de achar que a forma não importa, já que o conteúdo é o principal. Isso é um erro: o seu conteúdo só será entregue se a sua forma for eficiente. “Forma”, aqui, pode ser um artigo publicado, um pôster apresentado ou uma comunicação oral (talk) em um congresso. Neste post, falarei de slides.

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Exames em LaTeX

The exam class in LaTeX is very helpful for preparing tests. First, this class makes it very easy to have an answer key (and omit it when necessary). There are environments for questions and solutions, and the document adds up the points in each question for you. I’ll go over the code below.

Elaborar provas em LaTeX pode ser uma ótima ideia, principalmente com a classe exam. Basicamente, essa classe facilita todo o processo de criação de perguntas e respostas. Principalmente, o próprio documento soma os pontos de cada questão.

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Word & LaTeX: prós e contras

Here’s a very brief discussion on pros and cons of LaTeX and Word. If you already use LaTeX, this is (probably) no news.


O blog é especificamente sobre LaTeX, mas acho que talvez seja interessante ponderar as vantagens e desvantagens de “abandonar” o mundo Word. Como sempre, tudo tem dois lados, e utilizar LaTeX não é uma exceção: há claras desvantagens—embora a maior parte dessas desvantagens estejam relacionadas ao seu perfil, e não à linguagem. Vou dar minha opinião sobre Word e LaTeX abaixo, definindo prós e contras de cada um.

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Geometria de Traços + Estrutura Prosódica | Feature Geometry + Prosodic structure

If you’re a phonologist, I have a more in-depth (and more recent) page on LaTeX here.

Das estruturas não lineares em Fonologia, Geometria de Traços (Clements 1985 e muitos outros desde então) provavelmente é o que há de mais complexo graficamente. Fazer algo assim em Word é realmente um teste para a paciência. Uma opção é utilizar aplicativos gráficos e exportar a estrutura como figura. Por exemplo, até mesmo o Keynote (iWork) faz estruturas gráficas interessantes, que podem ser exportadas em pdf, jpg etc. Também é possível utilizar screenshots. O problema é que, fazendo isso, perdemos o controle sobre aquela estrutura. Consequentemente, se você quiser alterar qualquer coisa no futuro, terá de voltar ao arquivo original (que pode ter sido perdido, deletado…).

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Estrutura prosódica | Prosodic structure

Um dos melhores pacotes (talvez o melhor) para estruturas não lineares seja o tikz-qtree. Bastante usado em Sintaxe, ele permite um maior controle na criação de árvores, o que é extremamente importante. Neste post, farei duas coisas: primeiro, repetirei a estrutura silábica do português (veja primeiro post sobre o assunto) utilizando esse pacote. O pacote pst-asr, utilizado no outro post, é pouco intuitivo, e muitas vezes apresenta problemas de compatibilidade. Em segundo lugar, criarei uma estrutura prosódia (que inclui o Grupo Composto proposto por Vogel 2009).

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Tabelas | Tables

This post is slightly different, in that it’s a basic LaTeX tutorial on how to make simple tables. I go through the usual guidelines for tables in academia, and compare that to a ‘bad’ table. So if you’re just looking for linguistic-related posts, you might want to skip this one.


De um modo geral, algumas “regras” são importantes para tabelas em trabalhos acadêmicos/científicos. Como a tabela em LaTeX que vou explorar neste post é baseada nessas “regras” (por falta de outro termo), vou listá-las antes.

  1. Evite linhas verticais. Grande parte dos periódicos não utilizam linhas que dividem colunas.
  2. Evite usar muitas linhas horizontais. Muitas vezes, três são suficientes: topo, fim e imediatamente após classes.
  3. Alinhe o conteúdo da tabela, é claro. Texto: alinhamento à esquerda; números, à direita.
  4. Use legendas minimamente explicativas, para que não seja necessário voltar ao texto para entender símbolos etc.
  5. Evite linhas duplas (verticais ou horizontais).
  6. Saliente as classes, i.e., a primeira linha da tabela, onde estão as categorias.

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Sílaba | Syllable: pst-asr

This post shows how to make syllables using pst-asr. This package does very nice things, but its documentation (and syntax) are not intuitive—and usually very time-consuming. It’s worth taking a look at the package, though. In another post, I go through (what I consider) a better option.


Se você costuma usar estruturas não lineares em Fonologia, a sílaba possivelmente seja uma das mais importantes. Felizmente, também é uma das mais fáceis de produzir em LaTeX. Hoje em dia não se vê muita carga representacional em artigos, i.e., não é mais tão comum ver, por exemplo, geometria de traços em um artigo—seja ele teórico ou não. Sílaba, contudo, parece ainda ser representada graficamente, por ser uma unidade tão importante para processos fonológicos.

Vou elaborar a estrutura silábica do português como exemplo. Farei isso duas vezes, com dois pacotes diferentes. Primeiro, vamos à opção mais simples, que parte da mesma estrutura arbórea usada em sintaxe. Para isso, usamos o pacote qtree (há variações desse pacote, que serão exploradas em posts futuros). Vamos lá.

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Símbolos fonéticos | Phonetic symbols

Quem nunca se deparou com problemas de formatação com transcrições fonéticas em resumos de eventos? Ok, se você transformar o que faz em pdf, a coisa se resolve; mas a verdade é que muitos ainda trabalham exclusivamente com formato *.doc.

Outro problema comum é ver apresentações/resumos/artigos em que o fone(ma) está claramente em uma fonte diferente das demais (seja em dimensão ou em estilo). É claro que há maneiras de resolver isso em Word (ou em qualquer outro editor), mas, dependendo do que se quer fazer, é bem provável que algo desconfigure (principalmente com diacríticos mais raros). Há ferramentas online, por exemplo, que permitem que você insira símbolos. Também há paletas que podem ser baixadas e acessadas no menu fixo (no caso do Mac). Nos OS X mais recentes, também é possível declarar atalhos que substituem caracteres tradicionais por símbolos. Enfim, há várias opções. Como o blog é sobre LaTeX, todos os posts estarão focados em como fazer X em LaTeX.

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Árvores sintáticas | Syntactic trees

(In the trees that follow, I use Portuguese sentences.)


Existem sites e aplicativos que fornecem um mapeamento para árvores sintáticas: você fornece uma estrutura linear e o output é a sua árvore. Porém, se você utiliza LaTeX, não há razões para utilizar ferramentas externas para produzir estruturas não lineares (isso também vale para estruturas fonológicas, tópico a ser explorado no futuro).

Um dos pacotes utilizados para estruturas sintáticas é o qtree. O manual é bastante abrangente e explicativo, então darei apenas um exemplo neste post. Basicamente, a sintaxe do qtree será familiar se você já está acostumado a estruturar suas construções sintáticas linearmente ([sujeito[[verbo][objeto]]).

No código abaixo, omiti linhas básicas na estrutura do documento; mostro, apenas, as linhas necessárias para o assunto deste post. Vejamos a árvore para a seguinte sentença:

Que a Maria matou o João é um fato desconhecido.

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