Sem que nos percamos – Zé Vitor

Só ouve!

E eu sou participação na sua realidade
Seu amor que mora do outro lado da cidade
O ermitão que se afasta da sociedade
Te conhecer acabou com a minha sobriedade

E não importa mais se eu tô sempre longe
Quando você se vai, o meu amor se esconde
E demora a voltar, tem medo de se ferir
E não para de pensar em poder te ter aqui

Pegos em flagrante
Eu tô na porta da tua casa com uma saudade gigante
Nem a mais bela paisagem, nem os livros da minha estante
Foram capazes de conseguir me deixar distante

Longe de você
A inconsciência inventa o que não consigo ver
Eu componho histórias que gostaria de viver
E será utopia esse amor que digo conhecer?

Na sua realidade
Seu amor que mora do outro lado da cidade
O ermitão que se afasta da sociedade
Te conhecer acabou com a minha sobriedade

Será que podemos amar sem que nos percamos?
Falo pelos percalços pelos quais passamos
Eu quis amar descalço e acabei pisando
Nos cacos quebrados do teu outro sonho

Será que o equilíbrio vou encontrar?
Será que eu aprendo, amor, a te amar?
Não consigo entender, não me importar e abster
Tempos modernos demais pra lidar

E acordei tentando esconder tão fundo o meu amor
Tentei que nem eu mesmo conseguisse achar
Pra esquecer aos poucos que você ficou
Do meu lado, meu amor, até eu te amar

Fingi pra mim que não te conheci
Que o seu carinho bom nunca me tocou
E que seu rosto nunca eu nem vi

Na sua realidade
Seu amor que mora do outro lado da cidade
O ermitão que se afasta da sociedade
Te conhecer acabou com a minha sobriedade

Na sua realidade
Seu amor que mora do outro lado da cidade
O ermitão que se afasta da sociedade
Te conhecer acabou com a minha sobriedade

Fonte: Musixmatch

Compositores: José Vitor Antunes

DOPAMINA

Foto por Orhan Pergel em Pexels.com

Talvez você seja uma viciada em Dopamina… Foi que me falaram e de certa forma fez sentido, mas me pergunto, será?

Será que tenho um padrão de relacionamento que me faz buscar a sensação de borboletas no estômago, ainda que essa relação não seja saudável? tipo a “bela” em Lua Nova (Crepúsculo), entrando em situações perigosas, só para sentir-se conectada com Edward Cullen.

Será que busco relações viciantes? Bem intensas no inicio, liberando altas doses de dopamina no organismo, então com tempo essas doses vão diminuindo e aumenta a procura da primeira sensação que agora não se tem mais Aumenta então o uso, o contato, a dose, mas nada é como era antes. Há uma busca maior, talvez até desesperada pela sensação do início… Dizem que está apaixonado é como está viciado em substâncias químicas, pois os efeitos no cérebro se equiparam.

Talvez seja apenas resquícios da minha geração, que cresceu idealizando relacionamentos baseados em filmes e livros épicos, na busca intensa de uma relação cinematográfica, do príncipe e da princesa, cheio de qualidades, sem defeitos, um felizes para sempre. Mas isso foge muito do real, do tangível, da vida sem filtros. ´É duro tirar as lentes rosas, mas é libertador perceber a verdadeira cor que vida tem.

É perceptível que não tenho uma resposta clara sobre meu primeiro questionamento, talvez nem precise ter. Apensar de ser confortável racionalizar, é enfadonho tentar achar lógica de toda essa complexidade humana, que eu sou. Em cada abordagem da psicologia vou encontrar uma resposta para esses padrões relacionais. Mas duvido que qualquer uma delas me darão resoluções a todos meus questionamentos.

Fica então, um sorriso no rosto, o olhar fixado no espelho e meu próprio Eu dizendo : Menina, que Louca você!

ME PERMITIREI SENTIR

Hoje me permitirei sentir o luto, pois sinto uma perda dentro de mim que não tem como qualificar. Poderia colocar esses sentimentos em uma caixinha, mas hoje colocarei todos eles no caixão, pois preciso sentir. Sentir a falta, sentir dor, sentir que acabou… Sentir o ponto final.

Não vou fingir que está tudo bem, porque não está. Tem um choro entalado na minha garganta que insiste em não sair. Há como eu queria que as lágrimas rolassem, talvez assim jogasse toda essa angustia para fora, mas sinto apenas arder os olhos.

Mas por hoje sentirei a dor, o nó na garganta, vou me permitir lembrar de você… vou me permitir sentir saudade, vou me permitir suspirar, vou me permitir gritar…Até não doer mais.

Ps. As lagrimas finalmente desceram. Aparentemente a angustia foi embora, mas a dor não e não sei quando vai parar de doer, espero que logo!

https://www.youtube.com/watch?v=8VLXHyHRXjc

Pessoas são como livros

Vai querer ler?

Algumas exibem capas fortes e robustas, onde se encontram belos poemas entre suas páginas.

Outras, sem encanto à primeira vista, más a sinopse cativa, instigando a compra.

Há leituras que nos arrebatam por completo, enquanto outras parecem nunca terminar.

A verdade é que, não importa o livro, sempre lidaremos com as emoções que sua leitura nos provoca. Sejam elas boas, ruins ou indefiníveis.

Não há espaço para arrependimento, pois cada livro desencadeia uma reação única, Apenas uma vez.

Outra vez

“Eu não quero te machucar” disse eu, uma alma machucada com medo de ser tocada onde doi. Engraçado como projetamos no outro nossas dores e medos, como um mecanismo de defesa, para não ter que falar das feridas que ainda estão expostas. “Não toca aqui!” rosnando como um animal acoado, pronto para um ataque.

A verdade é que se manter nesse lugar, longe de se envolver, porque o “dar errado” eu ja conheço, ja sei onde doi, qual lugar a dor é suportavel ao toque, é um sentimento familiar. Agora, e se der certo? Nunca me ocorreu, não tenho controle, que incomodo é não poder controlar. No fundo só quero ser amada e poder amar.

Mas eu quero tentar! Viver o risco de viver a vida. Ainda que tenha aquele friozinho na barriga, e que ele fique alojado durante dias e madrugadas. Sabe aquela adrenalina que faz o coração bater mais rapido? É incoeretemente um incômodo agradável.

Cá estou eu, lidando outra vez, com sentimentos que são apenas meus.

Só te quero!

Te quero tanto, como a intesidade da atração do mar pela lua. Você se fez maré alta na minha praia e agora como lidar com toda essa água, mesmo sabendo que essa maré vai baixar?

Te quero tanto, que predestinação não me pareceu tão estanho. Quiçá é só a gravidade me puxando para orbitar em você. Mas nada haver.

Te quero tanto, que te quero bem, não como se quer um buquer de flor, mas como se quer apreciar, o cheiro, a testura, a cor, tudo que há para adminiar, más sem coragem tirar, por medo de murchar.

A verdade é que nem sei porque te quero tanto. E achar explicações para isso deixaria o meu querer sem sentido. Só te quero! Como um mero ser humano olhando da terra por universo, no uma noite estrelada, pedindo em uma presse bem baixinha, Deus, que eu também seja amada.

Nem sei explicar

Me tem, de um jeito louco… depois de uma despedida o que era pra ser uma alma partida tornou-se fogo aceso… Que queima sem previsão de apagar.

Dia passa tão rápido, quando vejo já anoiteceu e meus pensamentos procuram os seus. Antes mesmo do amanhecer, palpitou em mim, você.

Tem algo em você que me desafia… Uma conexão sem explicação. Foi tão sincero cada palavra de despedida, ao invés de ir embora ficamos.

Parece que estamos sintonizados na mesma rádio.. dois corações apaixonados, com medo de ouvir as próximas canções e sem intenção de desligar.

Nem sei explicar… Mas precisa? Tem tantas coisas lindas que existem sem explicação. Quem sabe não somos só mais uma incógnita nesse universo orbitando na mesma gravidade.

A Roda está em chamas!

Sinto o giro incessante, enquanto as chamas dançam ao redor,
Um caos total, sem controle, sem pudor.
Pergunto-me, já passou? Por que me contar agora?
Estou exausta, queria apenas pausar a jornada,
Enquanto o turbilhão se dissipa e o controle retorna,
Para apreciar os melhores momentos,
Mas, precisamos passar por essas experiências para crescer.
Não quero! Posso voltar? Estou cansada.

Não que não haja beleza, mas estou tão fatigada,
Que tanto faz.
Apesar de ser gratificante, tudo o que me cerca,
Não é o que desejo.
Há uma desconexão, perspectivas diferentes,
Encaixam-se e desencaixam-se.

Penso no poema que escrevi,
No botão vermelho que pressionei,
E no encontro que se desfez…
A comunicação não verbal, o silêncio, o fantasma…
Sinal intermitente de reforço?
Ou apenas um processo de extinção.
Apenas me diz para partir.

Entre o Demais e o Pouco

O que incomoda é agir dessa forma ou não receber o que se esperava receber?

A parte mais difícil das relações é entender que como uma pessoa reage ao que lhe é oferecido tem a ver com ela e não necessariamente com a ação realizada, mas sim com como ela percebe essa ação. Isso gera, de certa forma, uma sensação de deslocamento da culpa para si mesmo, quando demonstrar afeto parece ser demais, como na música “Good Luck” de Vanessa da Mata.

Não é errado demonstrar que sente falta, abraçar apertado, elogiar os detalhes e enviar flores depois de um encontro agradável. Mas quando a resposta a essa ação vem com uma pitada de indiferença, parece ser muito errado ser assim. E isso é uma droga, apesar de ser um pensamento disfuncional.

Por outro lado, a forma como nos sentimos em relação ao outro tem a ver conosco e não com o outro. É claro que há pessoas que adorariam compartilhar de toda essa intensidade, mas após tantas experiências ruins, passamos a acreditar que não… e talvez isso nos torne frios também, para não doer tanto SER TANTO.

O equilíbrio! Novamente é o que precisa ser encontrado dentro de si mesmo. Para não perder o aroma de sua própria essência, mas também não dar pérolas aos porcos. Aprender a ser recíproco nas coisas boas, mas também perceber quando se está tentando arrombar uma porta.

Contradições: Uma Jornada Interna

   Entre querer fazer e precisar fazer há um abismo chamado escolha. Ter essa escolha é libertador, há momentos em que vou fazer o que tem que ser feito ainda que minha vontade seja outra. Haverá situações que apenas soarão um “NÃO” ainda que queira muito… E dessa vez, está tudo bem aceitar essa contradição entre os SIMs e os NÃOs. Viver é aceitar que não há um caminho 100% seguro, e isso basta. Apesar de ser um GRANDE TAPA NA CARA.

   Como é contraditório buscar o conhecimento, mas ter medo das respostas que posso encontrar!? Novamente terei que lidar com a escolha, outrora libertadora, mas agora soa um tanto PESADO. Faz parte experienciar e descobrir. Chega a ser cômico o quanto essa frase me atravessa. E como a vida anda me atravessando, sabe? Não há uma convergência e sim uma divergência de quereres que ainda não entraram em acordo e sinto que estão longe de uma bandeira de paz.

   O que sempre chamei de procrastinação, na verdade é eufemismo para fuga, a fuga do eu não condicionado ao meio, à cultura, à moral, à crítica e julgamento! Poderia escrever mais, falar mais, arriscar mais, até viver mais… mas por hora irei procrastinar.