“Eu não quero te machucar” disse eu, uma alma machucada com medo de ser tocada onde doi. Engraçado como projetamos no outro nossas dores e medos, como um mecanismo de defesa, para não ter que falar das feridas que ainda estão expostas. “Não toca aqui!” rosnando como um animal acoado, pronto para um ataque.
A verdade é que se manter nesse lugar, longe de se envolver, porque o “dar errado” eu ja conheço, ja sei onde doi, qual lugar a dor é suportavel ao toque, é um sentimento familiar. Agora, e se der certo? Nunca me ocorreu, não tenho controle, que incomodo é não poder controlar. No fundo só quero ser amada e poder amar.
Mas eu quero tentar! Viver o risco de viver a vida. Ainda que tenha aquele friozinho na barriga, e que ele fique alojado durante dias e madrugadas. Sabe aquela adrenalina que faz o coração bater mais rapido? É incoeretemente um incômodo agradável.
Cá estou eu, lidando outra vez, com sentimentos que são apenas meus.