DOPAMINA

Foto por Orhan Pergel em Pexels.com

Talvez você seja uma viciada em Dopamina… Foi que me falaram e de certa forma fez sentido, mas me pergunto, será?

Será que tenho um padrão de relacionamento que me faz buscar a sensação de borboletas no estômago, ainda que essa relação não seja saudável? tipo a “bela” em Lua Nova (Crepúsculo), entrando em situações perigosas, só para sentir-se conectada com Edward Cullen.

Será que busco relações viciantes? Bem intensas no inicio, liberando altas doses de dopamina no organismo, então com tempo essas doses vão diminuindo e aumenta a procura da primeira sensação que agora não se tem mais Aumenta então o uso, o contato, a dose, mas nada é como era antes. Há uma busca maior, talvez até desesperada pela sensação do início… Dizem que está apaixonado é como está viciado em substâncias químicas, pois os efeitos no cérebro se equiparam.

Talvez seja apenas resquícios da minha geração, que cresceu idealizando relacionamentos baseados em filmes e livros épicos, na busca intensa de uma relação cinematográfica, do príncipe e da princesa, cheio de qualidades, sem defeitos, um felizes para sempre. Mas isso foge muito do real, do tangível, da vida sem filtros. ´É duro tirar as lentes rosas, mas é libertador perceber a verdadeira cor que vida tem.

É perceptível que não tenho uma resposta clara sobre meu primeiro questionamento, talvez nem precise ter. Apensar de ser confortável racionalizar, é enfadonho tentar achar lógica de toda essa complexidade humana, que eu sou. Em cada abordagem da psicologia vou encontrar uma resposta para esses padrões relacionais. Mas duvido que qualquer uma delas me darão resoluções a todos meus questionamentos.

Fica então, um sorriso no rosto, o olhar fixado no espelho e meu próprio Eu dizendo : Menina, que Louca você!

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