(Homebrew – Game Boy Color) Walfie’s Nonograms

14 de fevereiro de 2026 1 comentário


Walfie’s Nonograms é um homebrew freeware que acaba de ser lançado para o Game Boy Color pelo dev Walfie… oh eu ainda lembro das obras dele nos tempos de Touhou quando era conhecido como “Walfas”. Saudades.

O jogo é um puzzle de nonogramas, vulgo “Picross” ou “Logic Pix”, e tem 150 telas. A maioria delas é de 15×15 quadrinhos, então logo fica bem complicado. A interface e controles não diferem muito das do Mario’s Picross da própria Nintendo, mas não há limite de tempo para resolver cada quebra-cabeça.

Fica a dica pra quem gosta de puzzles. A ROM está disponível no site do projeto de graça, com a opção de doar dinheiro ao autor:
https://walfie.itch.io/walfies-nonograms

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(Indie) Demo de Nightstalkers e Cataegis: The White Wind grátis

6 de janeiro de 2026 1 comentário


O Rodrigo Shin, indiedev brasileiro e autor do finado blogue O Ácido Cinza, lançou uma demo de seu novo projeto, o jogo de ação Nightstalkers. O jogo traz uma historia na europa medieval com incarnações diferentes da cavaleira Cataegis e a górgona Euríale do Cataegis: The White Wind de 2015 combatendo as forças malígnas do Conde Drácula. Sempre bom lembrar que o Drácula é um personagem de domínio público e qualquer um pode montar um pseudo-Castlevania com guerreiros chutando a bunda dele por toda a Roménia e a Konami não pode impedir. Por mim poderia ter um milhão de jogos assim que eu não me cansava.

Pois bem, a fase 1 na demo é bem linear e tem foco em combate com os diversos inimigos que vão aparecendo em ambientes como uma floresta, um lago e uma caverna. Armas secundárias, que em sua maioria são equivalentes as da série Castlevania mesmo, podem ser equipadas pra complementar a espadinha da Cataegis. Também existem comandos especiais explicados no menu de pausa que gastam a barra de magia e personagens de suporte. Ao rejogar a demo depois de destravar a Euríale como ajudante, dá pra ouvir certos diálogos engraçadinhos durante a fase ao matar inimigos com ela, o que é um detalhe interessante.

Eu gostei da jogabilidade e ação apresentada nesta demo. Fica a dica pra vocês de vencer a demo sem usar especiais para destravar a “Matriarca”, que é ninguém menos que a Sonia Belmont de Castlevania Legends com um sprite de Game Boy colorizado e estourado. Ela provavelmente é exclusiva desta demo, mas a Konami tem passado suas franquias pra todo tipo de crossover e cameo nestes últimos tempos… Quem sabe, não?

A propósito, o Cataegis: The White Wind está disponível de graça na Itch.io por causa do aniversário de 10 anos do jogo. Eu descobri por acaso ontem e acho que o Rodrigo nem tinha anunciado isso nas redes sociais. Pra quem não conhece, a jogabilidade do Cataegis original é baseada mais no Strider da Capcom. Embora seja curto com suas 5 fases difíceis mas memorizáveis, o jogo tem uns 30 e poucos finais diferentes dependendo das escolhas e desempenho do jogador. Às vezes, vencer chefes de forma bem especifica ou até ser derrotado de forma mais obscura ainda acaba alterando a história. Eu mesmo nunca cheguei a ver todos os finais na época do lançamento. Recomendo ambos os jogos para vocês conferirem.

(Review – Android) Blupi is Back

4 de janeiro de 2026 Deixe um comentário


Em 2023, 20 longos anos após o lançamento de Blupimania II para computadores, a Epsitec lançou um tower defense chamado BLUPI IS BACK para smartphones. Um retorno triunfal que… pouca gente deve ter reparado… Na verdade, trata-se de uma reformulação de um jogo chamado Bugs Defense que foi lançado para Windows Phone em 2013.

Numa sacada muito corporativa por parte deles, consideram Bugs Defense um jogo obsoleto e apagaram na cara-de-pau todos os registros dele, incluindo uma versão jogável online, do site oficial Maniabricks como se nunca estivesse lá. Só não contavam que um brasileiro tivesse gravado um pingo de gameplay pro Youtube, que acabou ficando como uma das últimas provas de que ele existiu.

Blupi is Back pode ser comparado aos dois Blupimanias e o Planet Blupi como um jogo de estratégia em tempo real, mas tem pouco a ver com o mundo apresentado nos jogos antigos do personagem (que também não era muita coisa). Em vez de caçar tesouros, o Blupi tem que defender seu estoque de doces de uma invasão de insetos verdes. Para isso ele deve instalar vários tipos de torretas pelos cenários para exterminar os bichos.

Os três tipos básicos de armas são um tirinho azul de alcance médio que vira lança-chama, um poderoso laser que acerta uma linha por toda a tela quando ativado e uma série de raios que retardam o avanço dos inimigos. Conforme as ondas de insetos aparecem, podemos controlar o Blupi para decidir onde montar novas armas e quando fazer upgrades nelas. Algumas das fases mais complicadas são as em que é preciso constantemente movimentar o Blupi para capturar recursos e deter certos tipos de inimigos que só tomam dano de certos powerups.

Em algumas fases, um par de torretas laser com upgrades no máximo podem resolver quase tudo sozinhas.


O jogo tem 48 fases divididas em 4 grupos que vão sendo destravados ao vencer pelo menos 6 fases do grupo anterior. Há uma boa variedade de situações, powerups e armas como mísseis, pílulas que deixam o Blupi gigante e bombas nucleares. A torreta normal é até substituida em algumas fases avançadas por uma que acerta múltiplos inimigos em 360º mas é mais cara e mal tem alcance, o que complica as coisas.

Vários tipos de inimigos possuem imunidades ou até atacam as torretas. Nenhum deles caçam o Blupi mas “infectam” ele por contato, deixando ele lento e tirando dinheiro. Em algumas fases, o único jeito de esconder o Blupi dos inimigos é enterrando ele, mas não é possível interagir com as torretas enquanto ele estiver nesse estado.

Enquanto pode ser difícil vizualizar a solução de algumas fases sem tomar vários game overs, há outras, especialmente no grupo final, onde as opções são tão limitadas que o que deve ser feito se torna simples e óbvio. Se quiser, pode mudar a difículdade pro modo fácil a qualquer momento e sem ser penalizado. Os menus também mostram em detalhes os conjuntos de insetos que surgirão durante cada fase. Se perder muito, o jogo até cria mapinhas que mostram onde é bom montar as torretas.

Curiosidade: o modo difícil é chamado “Insano” em inglês e “Heróico” quando o jogo está configurado com os textos em francês. Eu acho que isso é mais para sacanear o publico americano, pois a maioria dos documentos online sobre a série Blupi está na língua francesa.

O comando para selecionar múltiplos objetos neste jogo é completamente inútil e até atrapalha quando ativado por acidente.


Algo que me chamou a atenção em Blupi is Back foi o tom ligeiramente sombrio do jogo, com gráficos escuros e essa historinha do Blupi exterminando insetos até com armas nucleares. Se deixar uma bomba atômica explodir no ovo amarelo, ele fica todo torrado e até te dá um jump scare na estranha tela de game over que contrasta um vermelhíssimo vermelho com um borda de lindas flores.

Além de não ter trilha sonora, Blupi is Back também não tem final nem tela de parabéns nem nada. Na verdade, é desapontador comparar a evolução dos finais na série Blupi: o Travels e o Explorer tinham sim finais bonitinhos. Os Speedy Blupi 1 e 2 tinham a porra da tela de vitória de fases editadas (que no caso do SB2 era também a CAIXA do jogo) como o final. E agora o Blupi is Back tem nadica de nada… exceto por quatro ilustrações fora de ordem e sem contexto de uma historinha de guerra ente Blupis e Goblins publicada em 2021 no site oficial que tem nada a ver com o jogo.

Fico surpreso que ele não tenha virado pó como acontecia no Speedy Blupi…


Eu torci o nariz pro Blupi is Back quando ele foi lançado porque não curto muito tower defenses e associo mais o personagem com platformers por ter jogado o Speedy Eggbert na infância, mas no fim das contas é um bom jogo. Ele está disponível como donationware na Google Play, ou seja, o jogo aceita doações pela Paypal mas é grátis e não tem nenhuma propaganda ou microtransação atrapalhando a jogabilidade. Vale a pena jogar e prestigiar ele.

(Homebrew – Game Boy Color) Blupi’s Adventures

27 de dezembro de 2025 Deixe um comentário


Dia desses eu estava pensando no Blupi, o mascote sueco dos computadores Smaky criado nos anos 70 pelo Daniel Roux e que ficou conhecido no Brasil sob o nome Eggbert quando a eGames lançou o Speedy Blupi/Eggbert por um preço camarada (e um launcher que era spyware) nestas terras. Eu jogava muito, montava fases no editor, instalava nos computadores da escola e aí um colega arrombado “esprestou” meu CD, não devolveu mais e ainda deu pra outro cara que sumiu com ele pra outra cidade. Um platformer tão bom que vale a pena roubar.

Depois de um longo hiato, o último jogo do Blupi foi lançado em 2024 sob o nome de “Blupi is Back”, que traduzido fica BLUPI VOLTOU… mas é um tower defense genérico que tem nada a ver com os jogos anteriores e só por acaso tem o ovo amarelo como protagonista nele. Fiquei desapontado quando joguei.

Então, pesquisando mais sobre o personagem na semana passada, descobri que o fã Initmaster portou recentemente com a permissão da Epsitec SA dois jogos antigos do Blupi para o Game Boy Color: o Toto se promène e o Toto explorateur, lançados entre 1991 e 1994, quando o Blupi não era nem “Blupi” nem “Eggbert” mas sim “Toto”. Teve até uma produção limitada de cartuchos com caixinha e manual para o projeto.

Eu acabei comprando a ROM dessa compilação Blupi’s Adventures na Itch.io por uns 3 dólares que viram 20 e poucas bufunfas e descobri assim que finalmente o meu cartão de crédito funciona para compras online internacionais. Pena que eu tive que gastar uma fortuna com problemas de saúde desde Setembro deste ano e tenho que me controlar para não fazer mais gastos desnecessários. Nada de Steam Sale pra mim desta vez.

O Toto se promène, ou “Blupi’s Travels”, aparece em segundo no menu principal mas é o primeiro em ordem cronológica. Trata-se de um simples point-and-click direcionado ao público infantil onde exploramos com um ponteiro de mouse um mundo mirabolante em busca de 100 pequenos parafusos escondidos em diversas telas. Vários caminhos se entrelaçam ou acabam explodindo o Blupi de volta a sala inicial como se fosse tudo um sonho, assim resultando num labirinto de lugares inusitados que se tornou um gênero popular graças ao Yume Nikki nos anos 2000.

Quando mais perto ficamos de alcançar a meta, mais difícil fica de encontrar os malditos parafusos finais. O pior é que é fácil perder um ou outro de vista. Eu fiquei uma meia hora procurando o último até descobrí-lo na tela com uma catapulta que eu já tinha passado umas 5 vezes. Pra que o Blupi precisa de tantos parafusos? Pois joguem vocês mesmos e descubram.

Os jogos do Blupi passam aquela famosa impressão de “~a tristeza solitária de Super Mario Galaxy~” que tanto se fala em reviews cafônas de jogos atmosféricos no Youtube. O Blupi é praticamente o único personagem da série. O ovo pululante vive num mundo deserto, colorido e fantasioso, movido pela ganância e sempre procurando por baús de tesouro sem nem ter com o que gastar com tanto ouro.

O máximo de enredo num jogo dele estava no Planet Blupi, onde havia um robô vilão tentando dominar o planeta e toda a espécie dos Blupis tinham que unir forças para expulsá-lo. Ainda assim, haviam diversos items e cenários consistentes entre cada jogo. Por isso que eu não gostei do Blupi is Back, que tem nada a ver com nada.

O Toto explorateur, ou “Blupi Explorer”, é o outro jogo da coleção e o predecessor do Speedy Blupi. A jogabilidade básica, o conceito de pegar baús de tesouro e pilotar veículos para completar fases vieram daqui.

Neste puzzle platformer, o Blupi deve coletar chaves e outras ferramentas para abrir portas e usar certos dispositivos. Todos esses obstáculos fecham de novo assim que o jogador passa por eles, então há uma ordem especifica de ações que deve ser realizada e qualquer erro de decisão pode deixar o Blupi travado sem ter como seguir em frente.

A única saída nesse caso é segurar Select+Start pra dar reset e começar tudo de novo, e além disso só temos uma vida e uma barra de cinco HP que necessita de 10 pontos de cura para ser recuperada em uma unidade só. É um artifício que este pequeno jogo, mesmo nestes tempos modernos, usa para esticar a duração dele enquanto o jogador desenvolve habilidades de platforming e memoriza o caminho correto pelo castelo.

O objetivo inicial da aventura é encontrar 16 baús de tesouro e um pedaço de escada que deve ser levado ao topo do castelo. Nesse sótão há um jetpack-helicóptero que, numa surpresa bem divertida, deve ser usado para voar livremente por todo o castelo e pegar mais 44 baús de ouro que valem mais que dinheiro. Todas as portas e obstáculos desaparecem, mas os inimigos robôs ainda persistem pra tentar lhe meter um game over na cachola.

Como fator replay, o jogo tem um placar que vai diminuindo conforme o tempo passa e é incrementado ao coletar tesouros. Apesar de parecer linear, a aventura tem sim uma rota alternativa que exige perder 1 HP capotando o Blupi num buraco no meio da área de laboratório do castelo. A tela final do jogo até terá uma pequena mudança indicando isso. Há também outro buraco que leva a um item misterioso, uma garrafa verde, cujo propósito não consegui identificar. O Initmaster me disse que ninguém descobriu ainda.

A versão para DOS de Blupi Explorer.


Se comparados com as versões originais para Smaky ou MS-DOS, os novos ports de Blupi’s Travels e Blupi Explorer encaixaram bem nas limitações do portátil da Nintendo e sofreram poucas perdas na jogabilidade. No Explorer, o Initmaster tirou os cinco slots de salvar progresso (sim, o original TINHA saves) e a tela de melhores placares. Também foi removida a função de sacrificar HP para ativar algum objeto sem ter o item necessário no inventário, deixando o port mais difícil que o original.

Blupi’s Travels no computador Smaky.


No caso do Travels, que ganhou uma compatibilidade boba com o Game Boy Printer, vale notar que ele nunca foi portado pro MS-DOS e a versão original pro sistema Smaky não está prontamente disponível como freeware no site oficial do personagem.

Enfim, o Blupi’s Adventures é um port decente desses jogos antigos do personagem e me foi uma grata surpresa de fim de ano. Me pergunto o quão viável seria portar também o Speedy Blupi para algum console, visto que até agora ele não tem nem uma versão apropriada para uso em Windows moderno como as que foram criadas para o Planet Blupi e Blupimania.

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(Review – PICO-8) DropBlop

26 de dezembro de 2025 Deixe um comentário


DropBlop é um jogo criado pelo Elastiskalinjen que encontrei em promoção grátis na Itch.io, um minigame arcade simples de uma tela só como tantos outros nesse console virtual. Como nos Sokobans da vida, em DropBlop podemos empurrar blocos pra lá e pra cá. O objetivo é empurrar tudo o que puder pra fora da plataforma para marcar pontos e combos. Além dos blocos normais, há um tipo que não pode ser empurrado, bombas que explodem em cruz e hélices que causam dano se colidir com elas.

Nem o jogo nem o criador explicam nada e esperam que o jogador tenha o bom senso de ir verificando por conta própria como as interações entre cada objeto funcionam. As hélices quebram se você empurrar uma bomba nelas, mas são necessárias para quebrar as caixas que contém corações para recuperar energia. Doces servem pro boneco ficar invencível e comer qualquer objeto na tela, mas apesar disso limpar bastante a plataforma, nada engolido valerá pontos.

A maior dificuldade após se acostumar com a jogabilidade é reagir aos blocos caindo aleatoriamente ao redor da plataforma, porque é algo quase instantâneo e cedo ou tarde um ou outro vai espatifar o bonequinho. Um incentivo que o joguinho dá para replays é que marcar uns 300 pontos faz um trio de troféus aparecerem na tela título.

Enfim, DropBlop é um minigame divertido e bem pensado. Mas também me faz pensar em como estou escrevendo sobre ele agora apenas porque baixei de graça numa promoção de Natal, pois normalmente ele custa 3 euros que viram 20 bufunfas em nossa moeda nacional. Não se gasta 20 pratas num minigaminho só (se fossem dois pelo menos) e infelizmente o Itch.io parece não ter aquele sistema de preço específico para cada país que a Steam tem.

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(Indie) BREAK 10

25 de dezembro de 2025 Deixe um comentário


BREAK 10 é um pequeno platformer publicado na Itch.io pelo desenvolvedor sarn e como parte da competição Mini Jam 200. No controle de um boneco que pode pular e deslizar no chão, é preciso quebrar todas as barreiras em cada fase sem tomar dano de obstáculos. São 30 breves fases com um limite de apenas 10 segundos para completar cada uma.

Há movimentação 360º em várias fases e uma quantidade decente de obstáculos que são desenvolvidos até o fim. Foi legal ir vencendo cada fase até chegar num tipo de chefe na fase 30. Depois disso, BREAK 10 revela quais são os tempos requeridos para tirar estrelinha de recorde em cada uma das fases. A estética minimalista típica de mini-platformers assim também ficou legal no jogo.

Só acho irônico que o jogo acabou tendo pouco a ver com o tema de “liberdade” da edição 200 da tal competição Mini Jam por ser linear, com curto limite de tempo nas fases e frequentemente colocar um bicho espinhoso voando e perseguindo o jogador para restringir seus movimentos.

A propósito, feliz Natal para os leitores do blogue. Eu nunca tenho em mente algum jogo natalino pra postar a respeito aqui, então vai este mesmo.

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