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Bruna Rocha
@buarrocha
apoie a publicação do meu primeiro livro: tudo ecoa no vazio
Salvador - Ba
Joined March 2010
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    Está no ar a campanha de financiamento coletivo e pré-venda do meu primeiro livro: tudo ecoa no vazio. Clique aqui para apoiar: catarse.me/tudoecoanovazio
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    Namoral, nascer em uma família não religiosa já é um adianto de vida viu.
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    Entendo uma esquerda que ja nasceu caviar não ter referência no Lula. Não viu a geladeira chegando. Não viu o bairro mudando. Não viu a escola colorindo. Não viu caipira voando. Não viu preta elegendo. Viu tudo pronto. Mas quem viu, mermão. Quem viu não esquece!
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    Sou de um tempo que o conceito de amor era ter uma foto 3x4 da pessoa na carteira. Devolvam meus anos 90 aí namoral!
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    Namoral, precisamos sair do negacionismo. Não importa se a marcha nazi em bsb tinha 300 ou 30. O que importa é que ela aconteceu, dentro da legalidade, dentro da normalidade. Um ato de teor nazista. Estamos chegando num nível gravíssimo dessa palhaçada e não devemos subestimar.
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    Minha vida ficou muito mais leve quando eu entendi que não tenho dívida nenhuma com a minha família. Que eu ter nascido foi escolha e desejo de outros e que quaisquer responsabilidades que eu queira ter com eles deve partir do desejo e do amor construídos. Nunca de uma fatura!
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    A leitura de Gil sobre Juliette tá certa! Ela é muito egocêntrica mesmo! Mas também a leitura de Juliette sobre Gil está correta. Ele é muito caça validação alheia sim. E das pessoas erradas. Mas com Rodolffóbico ele acordou e falou bonito: “prefiro te trair do que me trair”.
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    Escrever é decidir, por isso, tão difícil. Seja um tuíte ou um livro. Um artigo de jornal ou científico. Uma carta de amor ou uma tese de doutorado. Escolher uma palavra e não outra. Se expor à perda. Não se pode dizer tudo, é, portanto, assumir o risco de escolher o que dizer.
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    Nem toda experiência é pra ser contada. Nem toda escrita, publicada. Nem toda alegria, postada. Nem tudo na vida pode ser narrativizado. Algumas coisas devem permanecer assim… em silêncio, em segredo, em si mesmo, no firmamento da memória, numa intimidade inatingível…
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    Há muita romantização sobre a ideia de que se deve conversar tudo numa relação. Ora, não se fala tudo tudo nem ao espelho. Porque haveríamos de falar a pessoa com quem estamos? Mais um dos mitos da fábula da « relação saudável », a transparência. Ou seria: mecanismo de controle?
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    A sociedade do espetáculo faz crer que o amor está em grandes atos. Declarações, presentes caros, grandes sacrifícios. Manobras narcísicas pra inglês ver. Amor é feito de outra coisa. Das lacunas. Dos detalhes. Da escuta generosa. Torcida silenciosa. Do que não cabe na palavra.
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    Li uma matéria sobre “ghosting de amizade” e seus efeitos no sujeito. Uma abordagem bem simplória. Manter laços é algo complexo, no campo do desejo. É preciso suportar que nem sempre há no outro desejo de nutrir laço conosco. E seguir a vida. É simples? Não é. Mas é o que é.
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    A relação começa depois do nirvana. Quando ninguém aguenta mais sustentar a performance da conquista. Abaixar as armas do ego e relaxar ao lado do outro. Viver o tédio, a rotina, a TV, o jornal, o futebol, as manias, as coisas indivisíveis. E ainda poder achar graça de tudo isso.
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    Malhar é terapêutico, mas não produz mudança subjetiva. Laços são terapêuticos, mas não substituem a escuta clínica. Nem tudo que é terapêutico pode apaziguar a angústia. Freud explica: “A fuga é o instrumento mais seguro para se cair prisioneiro daquilo que se pretende evitar”.