1. ninguém luta pra salvar O Mundo
2. cada um luta para proteger o Seu Mundo
3. Seu Mundo nunca é só seu
4. Seu Mundo é o resultado do Mundo dos Outros que fazem Seu Mundo ser seu
5. para salvar Seu Mundo é preciso proteger o Mundo dos Outros
Andressa Urach manda recado para os pais que abandonam filhos gays:
“Vocês vão pro inf*rno por abandonar os filhos de vocês. Eles são joias preciosas de Deus, foram feitos para confundir os sábios, seus burros.”
a tropicália ocupa uma função mítica no imaginário da esquerda. digo isso no sentido antropológico da coisa, uma narrativa sobre o tempo antes do tempo, uma história de fundação que explica como o mundo era antes do presente. um mundo onde havia subversão e futuros outros
e não levem a mal, adoro rita lee, chico buarque, mutantes, gal e mts outros. o ponto é como que esse movimento parece ser o único recurso narrativo pra uma certa esquerda que não consegue repensar o lugar e a forma do protesto e da subversão pra pensar alternativas futuras
a tropicália ocupa uma função mítica no imaginário da esquerda. digo isso no sentido antropológico da coisa, uma narrativa sobre o tempo antes do tempo, uma história de fundação que explica como o mundo era antes do presente. um mundo onde havia subversão e futuros outros
esse mito é um cadáver putrefato, uma história melancólica de tempos inerentemente irreversíveis. no máximo servem pra construir identidade e estética, um conjunto de signos artísticos performáticos voltados a convencer os outros do quão alternativo é quem se escora no mito
a resposta anti-IA baseada apenas num humanismo clichê que não reconhece o potencial criativo das máquinas não é esse lacre todo. isso combinado com algumas demandas que afirmam que os robôs deveriam fazer apenas trabalhos braçais e não Coisas Muito Elevadas Como Arte™️+
um mundo onde artistas se mudavam pro rio ou sp e ganhavam a vida a partir da sua autenticidade e rebeldia, um mundo antes da pasteurização absoluta da arte e da pulsação subversiva da juventude
a anna tsing é simplesmente genial, num ensaio de *apenas 20 páginas* a mulher consegue contar a história do capitalismo, do familismo e do especismo nas relações de classe, raça e gênero através dos cereais e dos cogumelos
o manifesto ciborgue é um dos textos mais mal lidos dos últimos tempos. o ponto principal é a recusa de mitos políticos de pureza que pregam ou o retorno a uma natureza pura ou o avanço irrestrito da “libertação da natureza”rumo a uma pureza artificial.
a crítica a uma visão muito utilitária das coisas corre o risco de errar o alvo e demonizar qualquer forma de funcionalidade, caindo numa espécie de ascese que abomina o mundo e glorifica apenas o puramente ideal que não se mistura com o cotidiano do mundo e suas exigências+