“The Moving Garden” (O Jardim em Movimento) de/by Inês Lima | 19’15’’ | 2024

 

Sinopse: 

Acompanhados por duas guias botânicas, um grupo de caminhantes embarca numa viagem pelas paisagens deslumbrantes do Parque Natural da Arrábida. À medida que exploram as diversas espécies deste ecossistema, observam neste lugar uma transformação inquietante, não pelo curso natural do tempo, mas pela orquestrada apropriação da presença humana.

 

Biografia: 

Inês Lima (Setúbal) é uma artista independente que explora as possibilidades da imagem em movimento, paisagens sonoras, escrita e programação. Tem vindo a trabalhar o suporte analógico como veículo experimental na sua prática artística, cruzando temas pessoais com natureza e ecologia, tradições e memória, antagonismos e superstições.

O seu trabalho tem sido exposto em festivais nacionais e internacionais e exibido em espaços culturais como a Cinemateca Portuguesa, Museu MALBA (Argentina) ou o Centro Cultural Tabakalera (Espanha). Fez programação no Festival Internacional de Cinema IndieLisboa entre 2019 e 2022.

“Nocturne For A Forest” (Nocturno Para Uma Floresta) de/by Catarina Vasconcelos | 15’56’’ | 2024 | Estreia Local / Local Premiere

 

Sinopse: 

No século XV, em Portugal, um grupo de monges ergueu um muro em redor de uma floresta e impediu a entrada das mulheres. Mas as mãos dos vivos nem tudo podem controlar: no mundo invisível, onde é de noite e apenas as almas iluminam a floresta, as mulheres construiram o seu reino, sem muros.

 

Biografia: 

Catarina Vasconcelos, portuguesa, nasceu em Lisboa em 1986. A sua primeira curta metragem “Metáfora ou a Tristeza Virada do Avesso” estreia em 2014 no Cinema du Réel, Paris, onde é distinguida como Melhor Curta-Metragem. A sua primeira longa documental, “A Metamorfose dos Pássaros”, estreou em 2020 na 70ª Berlinale, secção Encounters, onde recebe a primeira de 40 distinções, o Prémio FIPRESCI. “Nocturno para uma Floresta” estreia no 76º Festival de Locarno, Pardi di Domani - Corto d’Autore.

“Gazes” (Olhares) de/by Alexia Fernandes | 5’ | 2023 | Estreia Local / Local Premiere

 

Sinopse: 

Perante a pressão social para se conformar, um protagonista luta para se encaixar em papéis pré-definidos. Ao embarcar numa jornada de autodescoberta, desafia as limitações da conformidade e explora as complexas dinâmicas da identidade e das normas sociais.

 

Biografia: 

Alexia Fernandes é uma argumentista e realizadora de cinema franco-portuguesa. O seu trabalho recebeu nomeações em festivais, incluindo o Female Filmmakers Festival Berlin e o InShadow Lisbon Screendance Festival—onde Alexia foi distinguida na sua 16ª edição pela curta-metragem Olhares, recebendo tanto o Prémio Jorge Salavisa de Melhor Videodança como o Prémio Território Estúdios Victor Córdon de Melhor Realização Nacional. Neste momento, Alexia está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, que foi selecionada para o TFL NEXT Screens of Tomorrow Lab, assim como para o novo Transeuropean Mentoring Program for womxn filmmakers, criado pelo Le Collectif 50/50 em cooperação com a MUTIM Mulheres.

“Vultures” de/by Lea Siebrecht e Ângela Bismarck | 20’38’’ | 2024 | Estreia Local / Local Premiere

 

Sinopse: 

O filme explora mulheres mecenas esquecidas que, como abutres, invadem o Mosteiro de Tibães, reclamando o seu papel suprimido na sua construção. Enquanto o monge oscila entre a realidade e o delírio, as figuras poderosas destas mulheres tornam-se tão reais como o mito que ele encarna, desafiando o silêncio da história.

 

Biografia: 

Lea Siebrecht, nascida em Vila Viçosa em 1997, está sediada no Porto desde 2012. É co-fundadora do espaço cultural A PiSCiNA e coreógrafa de A Site Specific Dance Project, bem como bailarina da companhia de dança ARTE TOTAL. Nos últimos cinco anos, Lea tem desenvolvido uma carreira de videodança autoral, com trabalhos como “ZERO”, “CONCRETE” e “VULTURES”, ao mesmo tempo que leciona dança contemporânea e acompanha novos artistas.

 

Ângela Bismarck, nascida no Porto em 1994, especializou-se em fotografia analógica e licenciou-se em Som e Imagem. Como Diretora de Fotografia, trabalhou em filmes premiados como Rafeiro (2017) e Alvorada (2020), e realizou projetos para instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian. Atualmente sediada em Lisboa, explora o design de iluminação e instalações artísticas, colaborando com artistas como Salvador Sobral e Surma, e criando videoarte e instalações de luz.