No sorriso que me prende, um laço a tecer,
Em cada bom dia, desejo sem esmorecer.
Palavras escrevi para muitos, mas naquele papel
uma declaração de amor com teu nome.
A curtida que anseio, a única, a sua, me vêste?
Presente em meus sonhos, teu eco persistente,
No despertar e adormecer, és pensamento latente.
Querer tanto, medo de ser querida,
Num emaranhado de emoções, coração perdido.
Confusão em querer, temor no corresponder,
A verdade: um sim, meu não a se render.
Ao te ver primeiro, batida diferente do coração,
Temor instalado, afastamento, uma contradição.
Outros braços te acolheram, vi você tão distante e mim,
Em confissão de término, desejo de não ferir.
Tristeza contida, agora posso desejar,
Sem culpa, sem amarras, te ver chegar.
E mesmo seu coração sendo de outra,
talvez um dia pertenceria a mim,
No intricado destino, talvez um caminho assim.
No olhar que busco, a incerteza se esconde,
Entre linhas e rimas, meu coração responde.
Talvez não veja como te vejo, ilusões que criei,
Num devaneio de desejos, a realidade que esqueci.
Na espera de um sim, incapaz de dizer não,
Confesso neste poema, meu coração em tuas mãos.
Mas reconheço, talvez não seja escolha tua,
Vivo de ilusões que inventei, uma trama minha.
Seu coração pertence a outro, um destino já traçado,
Enquanto o meu busca o seu, mesmo sendo adiado.
Entre sonhos e realidade, persiste a esperança,
Que um dia, nossos caminhos cruzem na bonança.