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De você, eu recebi muito. Tanto que não pude controlar a onda que se ergueu quando tua alma invadiu meu oceano.

Você olhou minha imensidão, mergulhou e percorreu minhas profundezas, explorando minhas águas mais quentes e cristalinas. Contemplou meus corais, admirou as múltiplas cores e os biomas diversos que coexistem em mim.

Senti teu calor nadando em minhas águas, vi teus olhos atentos me observando, medindo, admirando. Suas mãos quentes me tocaram, e o calor se dissipou em ondas que alcançaram até as rachaduras dos vulcões submersos e adormecidos.

Agora estou fervendo, borbulhando, meu solo erodindo, tremendo… E você, subindo à superfície para respirar e não se queimar.

Ah, meu bem, ri! Como não imaginou que mergulhar profundamente no desconhecido poderia desequilibrar um sistema? Se decidir voltar a mergulhar, venha preparada para ferver comigo.

Você sabe, meu amor, da imensidão que eu sou. Não se atreva a me tocar sem a intenção de se tornar uma comigo.

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