Tempos atrás eu instalei o novo Ubuntu 19.04 no meu notebook. Comentei sobre isso rapidamente aqui.
Foi uma experiência bem legal mas devo confessar que algumas coisas no novo Gnome me incomodaram, principalmente o consumo de memória (minha máquina só tem 6GB) e as “travas” para personalização.
*Basicamente, se você quer deixar o sistema com a sua cara é preciso instalar um monte de extensões e, em algum momento, isso vai começar a ser um saco.
Como eu gostava bastante do Cinnamon na época em que utilizava o Linux Mint, resolvi instalar o ambiente gráfico no Ubuntu.
Mas não ficou muito legal. Ficou meio “torto”, com coisas faltando aqui e ali e um visual estranho.
Então eu pensei em tentar instalar a versão do Ubuntu que já vem com Cinnamon configurado.
Porém, antes disso eu me deparei com um vídeo do Diolinux falando sobre o lançamento do novo Debian 10 – Buster:
Logo pensei: “Bem, se estou instalando distribuições baseadas no Debian, porquê não aproveitar este novo lançamento e instalar logo o ‘pai‘ de todos?“.
Graças a isso eu estou há algumas semanas usando o novo Debian com o meu Cinnamon e estou muito bem, obrigado! 😀
Eu já configurei várias coisas aqui na minha distro, visualmente ela está com essa cara:

O ambiente de desenvolvimento já está bem configuradinho, até estou utilizando o terminal Sakura, que é bem bacaninha.
Uma coisa que eu gostava bastante na época que utilizava Windows era ter o Visual Studio Code no menu de contexto, para abrir o programa no diretório do explorer em que o menu fosse acionado.
Demorou um pouco mas eu encontrei este gitlab do Marc Ranolfi onde ele explica como faz isso no Nemo (“explorer” do Cinnamon).
Como ele mesmo explica, basta acessar (pode ser pelo Nemo mesmo):
~/.local/share/nemo/actions/
E criar um arquivo chamado vscode-current-dir.nemo_action (na verdade, pode ser qualquer nome com a extensão .nemo_action mas convenhamos que assim é intuitivo) com o seguinte conteúdo:
[Nemo Action]
Name=Open with Code
Comment=Opens VSCode in the current directory
Exec=code %P
Icon-Name=code
Selection=none
Extensions=any;
Quote=double
Dependencies=code;
*Ou então, só baixar o arquivo pronto e colar na pasta, como ele indica lá no artigo dele.

Fácil, fácil. E é uma mão na roda, convenhamos.
Deixo aqui meus agradecimentos ao Marc Ranolfi por ter mostrado o caminho para a resolução do problema! 😀

