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03 julho 2026
UNODC convida jovens para concurso internacional de arte sobre prevenção ao crime
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03 julho 2026
ONU-Habitat apoia cidades no planejamento participativo do Programa Periferia Viva
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03 julho 2026
Do Pará à ONU: “Meio ambiente é direito humano”
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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 no Brasil.
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01 julho 2026
ONU apoia envio de ajuda humanitária brasileira à Venezuela
O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) está apoiando o Governo brasileiro em ações emergenciais de cooperação humanitária na Venezuela. O organismo da ONU realizou a aquisição de 100 purificadores de água, com financiamento do governo brasileiro, que foram enviados ao país vizinho em um voo da FAB no último fim de semana.A operação, coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), busca apoiar os venezuelanos na recuperação após os fortes terremotos que atingiram o norte daquele país no dia 24 de junho. Mais de 1.500 pessoas morreram e as estimativas indicam que há 50 mil desaparecidos. Segundo o Governo da Venezuela, 774 prédios desabaram.Os purificadores têm capacidade para tratar, cada um, mais de 5 mil litros de água por dia. Também foram enviados, para cada purificador, um kit voltaico - com painel solar, inversor veicular e controlador de carga.A aquisição emergencial foi viabilizada pelo UNOPS no âmbito de um acordo de cooperação com a ABC/MRE. Por meio da parceria, o UNOPS apoia a cooperação humanitária do Brasil com países que vivem situações de crise e calamidade. No ano passado, a parceria permitiu o envio de itens como vacinas, suprimentos médicos, alimentos desidratados e purificadores de água para 35 países.“O UNOPS faz aquisições e logística de envio de suprimentos com a máxima atenção à qualidade e rapidez, muitas vezes, em localidades distantes e com acesso complexo. Com isso, apoiamos o Governo do Brasil e ajudamos também a levar alívio a quem mais precisa”, destacou a gerente do projeto no UNOPS, Cecilia Abdo.
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01 julho 2026
Painel Científico sobre Inteligência Artificial lança primeiro relatório sobre oportunidades, riscos e impactos da IA
O Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial da ONU lançou oficialmente nesta quarta-feira (1) seu Relatório Preliminar, apresentando a primeira avaliação científica global e independente sobre as oportunidades, riscos e impactos da IA. Este trabalho inicial do Painel fornece uma base fundamental de evidências para informar as políticas globais antes de seu primeiro relatório abrangente, previsto para 2027.Este esforço colaborativo para construir uma compreensão compartilhada sobre a IA chega em um ponto de inflexão crítico. Governos estão tomando decisões de grande impacto sobre a IA sob forte incerteza, lidando com fontes de evidência que mudam rapidamente e muitas vezes são conflitantes, além de perspectivas que não necessariamente refletem as realidades locais. À medida que as capacidades da IA continuam a crescer, aumentam também os riscos das decisões que estão sendo tomadas ao redor do mundo. Este é o desafio central que o Painel visa abordar.O Relatório Preliminar foi elaborado pelo Painel Científico Internacional Independente sobre IA, composto por 40 cientistas e especialistas renomados. Vindos de todas as regiões do mundo, seus membros atuam em capacidade estritamente pessoal, de forma independente de qualquer governo, empresa ou instituição. O Brasil é representado pela professora Teresa Ludermir, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). As conclusões do relatório serão apresentadas aos governos no primeiro Diálogo Global da ONU sobre Governança de IA, que será realizado em Genebra nos dias 6 e 7 de julho.Em seu Relatório Preliminar, o Painel descreve suas conclusões em sete áreas principais:Ciência, avanços e trajetórias da IAAplicações sociais: ciência, saúde, educação e agriculturaImplicações econômicasSegurança, sistemas e implicações ambientaisDireitos humanos, informação e democraciaCrescimento cultural e individual, autonomia e segurança infantilGestão, governança e confiabilidadeO Painel identifica um desafio crucial de evidências para os tomadores de decisão em todo o mundo: os formuladores de políticas precisam de evidências científicas para governar a IA de forma eficaz, mas, quando as evidências estiverem claras, pode ser tarde demais para agir. O cumprimento equitativo das promessas da IA dependerá das decisões informadas que as nações tomarem juntas e da base científica compartilhada que as guiará - justamente a base de evidências que o trabalho do Painel foi projetado para oferecer.“As capacidades da IA estão superando tanto o entendimento científico quanto a capacidade de adaptação dos governos. Com evidências crescentes de comportamentos enganosos da IA, a ciência atualmente não pode garantir que, à medida que essas capacidades continuam a aumentar, a IA não causará danos catastróficos, seja por conta própria ou devido a usuários mal-intencionados. Para agir de forma eficaz, os formuladores de políticas globais devem compreender esses sistemas. Este Painel fornece exatamente isso: uma base científica rigorosa e compartilhada para guiar nosso caminho coletivo em frente.” - Yoshua Bengio, co-presidente do Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial. “A tecnologia é transformadora, mas se o mundo continuar seguindo esta trajetória, a humanidade não conseguirá colher os benefícios que ela promete. Os riscos - para as sociedades, para a segurança e para a nossa espécie - são altos demais, e as forças que impulsionam a IA para a frente não são as mesmas que trarão seus benefícios.” - Maria Ressa, co-presidente do Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial. “O mundo não pode governar o que não consegue compreender. O relatório do Painel fornece dados científicos independentes, provenientes de todas as regiões e à disposição de todos os governos. Sua mensagem é clara: o potencial é imenso, mas os riscos são reais, e o custo da espera está aumentando. Exorto todos os líderes a usarem essas evidências compartilhadas para agirem juntos e sem demora.” - António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas“A IA, por si só, não vai fechar as lacunas. Os benefícios chegam onde já existem instituições, competências e dados. Onde isso não ocorre, a mesma tecnologia pode substituir trabalhadores, aumentar a desigualdade e deixar comunidades dependentes de sistemas criados sem levá-las em consideração. Este relatório traduz isso, pela primeira vez, em uma linguagem científica comum. Essas realidades agora estão registradas, foram verificadas de forma independente e são impossíveis de serem ignoradas.” - Amandeep Singh Gill, subsecretário-geral e enviado especial para Tecnologias Digitais e EmergentesO Relatório Preliminar do Painel Científico Internacional Independente sobre IA: Avaliação baseada em evidências das oportunidades, riscos e impactos da IA é o primeiro resultado de um órgão científico criado para acompanhar a evolução da tecnologia. O Painel publicará avaliações regulares e resumos temáticos à medida que a IA evoluir, a fim de fornecer aos formuladores de políticas e ao público avaliações atualizadas dos dados científicos. Saiba mais: Assista ao lançamento do relatório ao vivo a partir das 12h (horário de Brasília) na UN WebTV.O Relatório Preliminar completo, incluindo um sumário executivo, está disponível em https://www.un.org/independent-international-scientific-panel-ai/en/preliminary-reportUma mensagem dos co-presidentes do Painel também está disponível em https://www.un.org/independent-international-scientific-panel-ai/en/preliminary-reportContato para imprensa: Karoline Hassfurter, Líder de Comunicação, Escritório das Nações Unidas para Tecnologias Digitais e Emergentes: karoline.hassfurter@un.orgPara outras dúvidas, entre em contato através do e-mail: aiscientificpanel@un.orgNOTAS PARA EDITORESOs membros do Painel estão disponíveis para entrevistas imediatamente. Mais de 30 membros também estarão presentes no Diálogo Global sobre Governança da Inteligência Artificial em Genebra, nos dias 6 e 7 de julho, e entrevistas presenciais podem ser solicitadas no local. Para mais detalhes sobre o Diálogo Global sobre Governança de IA, consulte o comunicado oficial à imprensa.Sobre o Painel: O Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial é o primeiro órgão científico global sobre IA criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Ele foi estabelecido pela resolução A/RES/79/325, adotada em 26 de agosto de 2025, e baseia-se no Pacto Digital Global acordado pelos Estados-membros em 2024, bem como nas recomendações do Órgão Consultivo de Alto Nível sobre Inteligência Artificial do secretário-geral. O mandato do Painel é avaliar a ciência, não prescrever políticas.O Painel reúne 40 especialistas nomeados pela Assembleia Geral para um mandato de três anos, selecionados por meio de uma convocatória global aberta que atraiu mais de 2.600 candidaturas de mais de 140 países. Os membros foram escolhidos com base em sua experiência, perspectiva interdisciplinar e equilíbrio geográfico e de gênero, e atuam como especialistas científicos independentes a título pessoal, não como representantes de governos, empregadores ou instituições. O Painel reúne um grupo equilibrado em termos de gênero, composto por 40 especialistas de todas as cinco regiões das Nações Unidas, provenientes da academia, do setor privado, da sociedade civil e da comunidade técnica. É independente de qualquer governo, empresa ou instituição, incluindo as próprias Nações Unidas.O Painel é copresidido por Yoshua Bengio (Canadá) e Maria Ressa (Filipinas), eleitos na reunião inaugural do Painel em 3 de março de 2026. Seu mandato consiste em produzir relatórios anuais que sejam relevantes para políticas públicas, mas não prescritivos, que sintetizem pesquisas sobre as oportunidades, riscos e impactos da IA no domínio não militar. O Secretariado do Painel é coordenado pelo Escritório da ONU para Tecnologias Digitais e Emergentes, que, como entidade coordenadora, apoia o processo do Painel, mas não orienta suas conclusões científicas, e inclui membros da União Internacional de Telecomunicações (UIT) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), além de contar com outras capacidades de todo o sistema.O Relatório Preliminar é a primeira contribuição do Painel para o Diálogo Global das Nações Unidas sobre Governança de IA, também estabelecido sob a resolução A/RES/79/325. O próximo relatório anual do Painel servirá de base para o segundo Diálogo Global, a ser realizado em Nova Iorque em maio de 2027.
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12 junho 2026
Uma Copa sob calor extremo: ONU lança pacote sobre impactos climáticos no Mundial de 2026
A Copa do Mundo da FIFA de 2026 será disputada em um momento de aumento dos níveis de calor extremo, impulsionado pelo agravamento das mudanças climáticas que afetam bilhões de pessoas em todo o mundo.Espera-se que o calor extremo seja parte importante da narrativa do torneio — em campo, nas arquibancadas, nas cidades-sede e também para os torcedores que acompanharão os jogos ao redor do planeta.O público provavelmente verá sinais visíveis de como o esporte está sendo afetado: ritmo de jogo mais lento, jogadores administrando melhor o esforço físico, mudanças táticas, substituições precoces, pausas para hidratação, toalhas refrescantes, coletes com gelo, medidas de proteção para os torcedores e possíveis interrupções, além de riscos à saúde dentro e no entorno das cidades-sede.Pacote informativo e materiais visuaisPara ajudar emissoras, veículos de comunicação de todos os formatos, narradores, comentaristas e analistas a explicar esses impactos com precisão e contar essa história de forma envolvente, a ONU Mudança do Clima (UNFCCC) preparou um pacote informativo, disponível aqui. O pacote inclui:Informações factuais sobre como o calor extremo deverá impactar o torneio, incluindo dados-chave e fontes. Um breve resumo dos principais fatos está apresentado abaixo.Depoimentos em vídeo, incluindo participações do jogador Malik Tillman (seleção dos Estados Unidos), do secretário-executivo da ONU Mudança do Clima, Simon Stiell, e do especialista em saúde Professor Ollie Jay. (Sem embargo; transcrições também disponíveis.)Imagens de apoio (B-roll) destacando impactos mais amplos das mudanças climáticas, suas causas e possíveis soluções. (Distribuídas pela UNifeed, sem restrições de direitos e sem embargo.)Lista de especialistas disponíveis para entrevistas e respectivas informações de contato.Resumo dos principais fatos sobre calor extremo e a Copa do Mundo da FIFA de 2026:Um quarto de todas as partidas da Copa do Mundo de 2026 — 26 dos 104 jogos — deverá ocorrer em condições de calor consideradas perigosas.A final da Copa do Mundo, em Nova York/Nova Jersey, duas partidas das quartas de final e a disputa pelo terceiro lugar estão entre os jogos que podem ultrapassar esse limite de calor.Quatorze dos dezesseis estádios-sede já excedem os limites considerados seguros para a prática esportiva em relação a pelo menos três grandes riscos climáticos, incluindo calor extremo, chuvas intensas que inviabilizam partidas e inundações.O público está engajado. Pesquisas com torcedores mostram um forte apoio popular à ação climática:96% dos torcedores mexicanos, 90% dos canadenses e 87% dos norte-americanos acreditam que a Copa do Mundo deve servir como modelo global de sustentabilidade no esporte.Nos três países, 86% afirmam que clubes e entidades esportivas devem se posicionar sobre a crise climática, enquanto 92% apoiam que atletas falem publicamente sobre as mudanças climáticas.Consulte o pacote informativo acima para obter mais dados e acessar os links para as fontes utilizadas.A mensagem principal é simples: o aquecimento global está afetando aquilo de que precisamos, como alimentos e empregos. Mas também está impactando aquilo que amamos — como o futebol, desde o mais alto nível profissional até as categorias de base e o esporte comunitário.As informações serão atualizadas durante o torneio.Contato para a imprensa:Dom Goggins, ONU Mudança do Clima: DGoggins@unfccc.int e press@unfccc.int Para questões técnicas relacionadas ao b-roll e/ou depoimentos em vídeo, entre em contato pelo e-mail press@unfccc.int.
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06 junho 2026
Igor Garafulic assume como coordenador residente da ONU no Brasil
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, nomeou o chileno Igor Garafulic como coordenador residente das Nações Unidas no Brasil, com a aprovação do Governo brasileiro. Ele assumiu suas funções no dia 1º de junho.O Sr. Garafulic possui mais de 30 anos de experiência em desenvolvimento internacional, política econômica, diálogo político e coordenação multilateral, adquirida por meio de cargos de liderança no Sistema das Nações Unidas e no serviço público em diversos países da América Latina e de outras regiões.
Mais recentemente, atuou como Coordenador Residente interino das Nações Unidas no Azerbaijão, após desempenhar função semelhante no Paraguai. Anteriormente, foi Coordenador Residente das Nações Unidas no Peru e em Honduras. Antes de assumir essas funções, ocupou diversos cargos de liderança no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), incluindo Diretor de País na Guatemala, Assessor Sênior e, posteriormente, Chefe de Gabinete do Escritório Regional do PNUD para a América Latina e o Caribe.Antes de ingressar nas Nações Unidas, o Sr. Garafulic foi Governador da Região Metropolitana de Santiago, no Chile. Também exerceu funções de alto nível nas áreas econômica e diplomática no governo chileno, incluindo a liderança das negociações agrícolas de livre comércio com China, Japão e Coreia, além do cargo de Diretor de Assuntos Econômicos Multilaterais no Ministério das Relações Exteriores. Nessa função, representou o Chile em negociações junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), ao Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) e à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).O Sr. Garafulic possui mestrado em Políticas Públicas pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e graduação em Economia pela Universidade do Chile.É fluente em inglês, espanhol, português e sueco.É casado e tem dois filhos.
Mais recentemente, atuou como Coordenador Residente interino das Nações Unidas no Azerbaijão, após desempenhar função semelhante no Paraguai. Anteriormente, foi Coordenador Residente das Nações Unidas no Peru e em Honduras. Antes de assumir essas funções, ocupou diversos cargos de liderança no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), incluindo Diretor de País na Guatemala, Assessor Sênior e, posteriormente, Chefe de Gabinete do Escritório Regional do PNUD para a América Latina e o Caribe.Antes de ingressar nas Nações Unidas, o Sr. Garafulic foi Governador da Região Metropolitana de Santiago, no Chile. Também exerceu funções de alto nível nas áreas econômica e diplomática no governo chileno, incluindo a liderança das negociações agrícolas de livre comércio com China, Japão e Coreia, além do cargo de Diretor de Assuntos Econômicos Multilaterais no Ministério das Relações Exteriores. Nessa função, representou o Chile em negociações junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), ao Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) e à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).O Sr. Garafulic possui mestrado em Políticas Públicas pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e graduação em Economia pela Universidade do Chile.É fluente em inglês, espanhol, português e sueco.É casado e tem dois filhos.
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14 maio 2026
ONU Brasil lança Relatório Anual 2025
O recém-lançado Relatório Anual das Nações Unidas destaca os principais resultados alcançados pelo Sistema ONU no Brasil ao longo de 2025. Por meio de planejamento integrado, coordenação interagencial e investimentos catalisadores, as 25 entidades da ONU atuaram em parceria com o Estado brasileiro e com os três níveis de governo para promover o desenvolvimento sustentável do país, considerando as necessidades específicas dos diferentes grupos populacionais e a proteção do meio ambiente.Em um ano de muito destaque internacional para o Brasil, com a Cúpula dos BRICS e a realização da COP30 na Amazônia, a ONU trabalhou incessantemente para apoiar o país e ajudou na formulação, aperfeiçoamento e implementação de 85 políticas públicas, além de 18 instrumentos internacionais dos quais o Brasil é signatário.Seguindo as diretrizes do Marco de Cooperação, vigente de 2023 a 2027, ao longo de 2025 a ONU trabalhou em temas como direitos humanos, ação climática, combate à fome e à pobreza, comércio, justiça, prevenção de desastres e trabalho decente. Foram 338 iniciativas implementadas, às quais foram destinados US$ 213 milhões. Os benefícios alcançaram milhões de pessoas em todo o país. De acordo com a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, “o ano de 2025 marcou a consolidação do Sistema das Nações Unidas no Brasil como um parceiro estratégico, coerente e de alto valor agregado para o país, em um contexto nacional e internacional de elevada complexidade”. O relatório anual ressalta, além dos resultados, os desafios, a execução financeira, os principais doadores e os 253 parceiros que trabalham junto com o Sistema ONU para que o Brasil avance na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Apresenta, ainda, as principais conquistas de cada uma das 25 agências especializadas, fundos e programas da ONU que atuam no Brasil.Confira dez destaques de 2025:10 anos da Livres & Iguais no BrasilFundo Brasil-ONU para a Amazônia em açãoJovens indígenas ocupam redes da @ONUBrasilApoio aos BRICSPreparação da COP30Brasil fora do Mapa da Fome80 anos da ONUONU Brasil na COP30Revisão de meio termo do Marco de CooperaçãoEliminação da transmissão vertical do HIVMarco de CooperaçãoAssinado em 2023 com o Estado brasileiro, o Marco de Cooperação é o principal documento de planejamento, implementação, monitoramento e avaliação das ações da ONU no país. Ele organiza o trabalho das agências especializadas, fundos e programas das Nações Unidas com atuação no país em torno de cinco eixos temáticos:Transformação Econômica para o Desenvolvimento SustentávelInclusão Social para o Desenvolvimento SustentávelMeio Ambiente e Mudança do Clima para o Desenvolvimento SustentávelGovernança e Capacidades InstitucionaisRelação das Ações Humanitárias e de Desenvolvimento Sustentável Para saber mais, leia aqui o relatório completo e siga @onubrasil nas redes!Contato para a imprensa: Isadora Ferreira, Gerente de Comunicação da ONU Brasil: contato@onu.org.br
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História
03 julho 2026
Do Pará à ONU: “Meio ambiente é direito humano”
“O rio é a nossa rua. É ele que nos dá o nosso alimento. Dos rios nós tomamos essa água.” - Cristina Fernandes, presidente da Colônia Z-15 de Igarapé Miri, no Pará. Cristina participa dos Acordos de Pesca, um programa paraense de gestão participativa voltado ao ordenamento da atividade pesqueira e à proteção de comunidades ribeirinhas. Na última quinta (25), em Tbilisi, Geórgia, o programa Acordos de Pesca foi uma das 12 iniciativas premiadas pelas Nações Unidas na edição de 2026 do Prêmio de Serviço Público. A iniciativa do Pará foi premiada na categoria “Participação e engajamento para a tomada de decisões inclusivas”. Acordos de Pesca: governança participativa e comunitáriaA iniciativa Acordos de Pesca da Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará é um modelo de governança participativa que atua na mediação e validação das decisões comunitárias sobre a atividade pesqueira do estado. A política pública, estruturada no Programa Regulariza Pará, aborda a sobrepesca, a fraca efetividade das regulamentações impostas sem participação das comunidades e os conflitos sociais entre pescadores artesanais e industriais.“É uma política que, primeiro, tem uma escolha: ela nasce dos territórios e dialoga com eles”, afirma o secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental do Pará, Rodolpho Bastos, coordenador da delegação premiada em Tbilisi. Os principais objetivos são conservar os estoques pesqueiros, garantir a segurança alimentar, fortalecer os meios de subsistência tradicionais, reduzir conflitos e promover o desenvolvimento sustentável na região amazônica. Os acordos de pesca são elaborados por meio de assembleias comunitárias, que envolvem comunidades ribeirinhas, povos indígenas, quilombolas e extrativistas. Nesse processo, as comunidades definem coletivamente regras específicas de seu território, como zonas de pesca, artes de pesca permitidas, épocas de defeso e espécies-alvo. Uma vez validados pelas autoridades ambientais, os acordos tornam-se juridicamente vinculativos para todos os usuários do território.“A política de acordos de pesca é uma microssolução territorial para co-gestão dos recursos pesqueiros, mas é uma macropolítica porque carrega a ideia de permanência e continuidade das pessoas de cada território”, afirma Selma Solange Santos, analista ambiental e assessora da Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará.Os acordos de pesca mediados pelo Estado e desenvolvidos pelas comunidades pesqueiras e ribeirinhas são adaptados para cada realidade territorial. “A norma é construída pelas comunidades, em conjunto, nessas assembleias. E o Estado faz a mediação desse diálogo e valida essa norma. Uma norma que emana diretamente da população que vive da pesca e conhece o território”, afirma Rodolpho. Em números, os impactos da iniciativa, que teve início em 2021, são: 6.000 quilômetros quadrados de territórios de pesca conservados e gerenciados sob governança comunitária.337 comunidades com acordos homologados garantem direitos sobre territórios de pesca, beneficiando mais de 21.000 famílias.85% das comunidades representadas em comitês (2023).200 jovens capacitados como monitores agentes ambientais.Saber tradicional e comunidades ribeirinhas A iniciativa parte da aprendizagem territorial, isto é, incentivar o território e empoderamento dos saberes locais e tradicionais como fonte primária do conhecimento socioambiental, a partir da governança comunitária. Ela realiza uma função importante no fortalecimento da atividade pesqueira artesanal. “As comunidades já fazem, na Amazônia, o manejo de seu território. Nesse manejo, os recursos fazem parte da reprodução da vida. As comunidades fazem isso ancestralmente, de forma diversificada e estruturada com suas tecnologias tradicionais”, afirma a analista ambiental. O projeto, ao contribuir para a proteção das comunidades ribeirinhas pesqueiras, também impulsiona a visibilidade dessas pessoas e o reconhecimento de seus modos de vida e existência. Ao garantir a sustentabilidade da pesca, a iniciativa também contribui diretamente para a conservação da floresta. Em entrevista para o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), o secretário Rodolpho Bastos enfatiza: “Onde tem Acordo de Pesca, onde tem pescador atuando, a floresta é preservada”. A política atua, assim, diretamente na conservação da biodiversidade e no equilíbrio dos ecossistemas, aquáticos e terrestres. “A iniciativa não é levar o conhecimento técnico para o território e sim uma política de aprendizagem territorial: aprender com quem está lá e com o conhecimento que foi passado de geração em geração”, disse Selma à equipe do UNIC Rio.Ela também argumenta que encarar a pesca como uma das principais bioeconomias da Amazônia é essencial. “Já existe nessas regiões toda uma economia coletiva muito forte. A política traz muito esse senso de reconhecimento do papel que essas economias coletivas possuem dentro do território amazônico”, explica Selma. Políticas públicas voltadas à permanência nos territórios se mostram indispensáveis no reconhecimento do papel das economias coletivas e locais e na preservação da pesca artesanal.Assim, a iniciativa estabelece uma relação indissociável entre pesca, direitos humanos e cidadania. “A partir do momento que eles nos convidam e começamos a estabelecer uma relação virtuosa com os acordos de pesca, começamos a trabalhar em parceria com diversos serviços públicos”, explica Selma. Os acordos de pesca servem como ponto de entrada para políticas públicas, com efeitos concretos na Regularização Fundiária e Ambiental. As comunidades têm acesso a Programas Sociais, como o cadastro no Programa Pesca Justa (Governo do Pará), que beneficiou 1.200 famílias com crédito para equipamentos (freezers, geladeiras comunitárias), certificação para vendas diretas a mercados institucionais e infraestrutura básica. “Trabalhamos a relação conservação da biodiversidade e o fortalecimento da economia local, mas também nos preocupamos muito com a presença do serviço público e garantias de direitos territoriais, sociais e humanos”, destaca Rodolpho. Prêmio de Serviço Público da ONU 2026 e Agenda 2030 Para o secretário Rodolpho, a cerimônia destaca o papel da cooperação e da troca de experiências entre servidores públicos. Diante das dificuldades no acesso ao financiamento climático, o prêmio simboliza a valorização de iniciativas do setor público para o desenvolvimento sustentável. “Ficamos muito contentes de nos sentirmos parte desse prêmio”, afirma. Além da visibilidade que o recebimento do prêmio proporcionou, a iniciativa, para Selma, “mostrou que vale a pena investir na participação comunitária e na governança participativa e principalmente na importância de não deixar ninguém para trás”, disse, fazendo menção à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A iniciativa contribui de maneiras diversas para múltiplos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): sustentabilidade da pesca, da bioeconomia, da conservação ambiental, da segurança alimentar, das instituições reguladoras, dos serviços públicos e das próprias comunidades. Trata-se de impacto intersetorial em prol da conservação ambiental e da defesa dos direitos humanos, sem deixar ninguém para trás. Para saber mais, leia a matéria da ONU Brasil sobre o Prêmio de Serviço Público da ONU 2026 e acesse a página do Prêmio das Nações Unidas sobre os Acordos de Pesca.
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História
02 julho 2026
“O UNICEF foi o lugar onde eu entendi que a minha voz tinha força’’
Moradora da Pavuna, na Zona Norte do Rio de Janeiro, Larissa Lúcia cresceu acompanhando de perto os desafios que atravessam a juventude periférica: violência, falta de acesso a direitos e oportunidades que raramente chegam à borda da cidade.Entre projetos, formações e mobilizações, Larissa construiu uma trajetória marcada pelo protagonismo juvenil e pela parceria contínua com o UNICEF, que se tornou referência e ponto de apoio ao longo de sua caminhada.A relação de Larissa com a mobilização juvenil começou cedo, aos 16 anos, quando ainda buscava entender qual poderia ser seu lugar dentro das discussões sobre direitos, cidadania e transformação social. Foi por meio de iniciativas voltadas a adolescentes e jovens que ela começou a se aproximar de temas como educação, saúde e participação democrática. “Eu sempre gostei de me envolver, de estar em grupo, de pensar projetos coletivos. Mas eu ainda não sabia que isso tinha nome, que isso era participação social.”Esse despertar inicial abriu portas para outros espaços, nos quais ela pôde desenvolver habilidades, assumir responsabilidades e se reconhecer enquanto liderança.A conexão com o UNICEF se deu de forma quase inevitável para quem já vinha observando o cotidiano do território com espírito crítico e desejo de mudança.“O UNICEF foi o lugar onde eu entendi que a minha voz tinha força. Eu cheguei ali meio tímida, meio sem saber se eu tinha algo a dizer, mas percebi rápido que não só tinha como era necessário dizer”, conta. Larissa participou de diferentes iniciativas do UNICEF, entre elas: Zona Nossa, onde começou a compreender a dimensão política das experiências que vivia.Chama na Solução, que a aproximou da educomunicação e da criação de projetos voltados ao território.Incubadora de Comunicação Popular (iComPop), no qual atuou como mentora, experiência em que passou a coordenar jovens e construir processos coletivos de comunicação no território. Também participou de pesquisas, rodas de conversa e eventos que aproximavam jovens do debate sobre políticas públicas, como encontros voltados para saúde, prevenção e direitos sexuais e reprodutivos e atuação em momentos de mobilização sobre violência urbana, direitos humanos e garantia de acesso à escola. Aos poucos, os projetos se tornaram parte fundamental de sua trajetória. “O UNICEF me ensinou a olhar para a minha comunidade com a lente da transformação. Não como um lugar condenado, mas como um lugar cheio de potência, onde a gente pode e deve construir alternativas.”A parceria com o UNICEF não se limitou às atividades pontuais, ela se tornou uma presença constante: “O UNICEF estava ali através da Agenda, acompanhando, incentivando, abrindo caminhos. Não era só o projeto em si, era saber que existia uma instituição internacional, gigante, confiando no que a gente podia construir em nosso território.”Essa confiança fortaleceu sua atuação. Larissa passou a facilitar encontros, participar de debates públicos e contribuir para discussões sobre juventude nos espaços do UNICEF. “Cada vez que eu participava de alguma coisa, eu crescia um pouco. Ganhei segurança, conhecimento, maturidade e clareza sobre o meu papel”, conta.Esse processo se aprofundou quando Larissa assumiu o papel de mentora do iComPop (Incubadora de Comunicação Popular), projeto do UNICEF implementado pela Bem.TV. Larissa explica como essa experiência transformou sua trajetória e reflete sobre a importância de participar de um projeto do UNICEF em seu território. “Eu acredito que a minha percepção enquanto comunicadora mudou a partir do momento que eu assumi a mentoria da iComPop. Me fez me entender enquanto comunicadora popular, enquanto liderança do meu território. Me fez entender que eu tinha um papel na minha comunidade. Eu tive a oportunidade de me redescobrir, me reinventar”, conta. Hoje, depois de tantos caminhos construídos, a jovem de 21 anos é estudante de comunicação social pela universidade Estácio de Sá, atua como estagiária de comunicação Defensoria Pública do Rio de Janeiro e no Centro de Promoção de Saúde (CEDAPS). Ela aponta que os projetos tiveram efeitos profundos em sua trajetória, criando redes de apoio, de afeto, trabalho e de construção política. “Eu conheci pessoas que mudaram minha forma de viver e de pensar. Gente que queria transformar junto, que tinha histórias parecidas com as minhas, que me fazia sentir parte de algo maior.” Para saber mais, siga @unicefbrasil nas redes e visite a página do UNICEF Brasil!
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História
01 julho 2026
“Essa tranquilidade e apoio que estamos recebendo amortecem os traumas e nos devolvem a esperança”
Sofía del Carmen, técnica ambiental, e Luis Beltrán Fuentes, técnico superior petroleiro, chegaram ao Brasil atravessados por incertezas. “Chegamos nervosos, cheios de expectativas e temores”, contou Sofía. O filho do casal, Luciano Stefano, resume o período: “Eu me sentia assustado”.Luis, o pai, foi perseguido político na Venezuela, o que forçou a família a deixar tudo para trás. “Tivemos que sair do nosso país com todos esses traumas… Em alguns momentos, precisamos deixar de comer para que nosso filho comesse”, relembrou.“Mas aqui isso mudou. Essa tranquilidade e apoio que estamos recebendo amortecem os traumas e nos devolvem a esperança”, acrescentou.A mudança que se descortina agora, segundo a família, é a possibilidade de pensar no futuro sem que o presente esteja permeado por emergências. “Sempre mantivemos uma postura positiva, independentemente das adversidades”, afirmou Luis. “Mas as oportunidades que nos foram oferecidas aqui nos permitem fazer aquilo que toda família deveria poder fazer: planejar a própria vida.” O planejamento inclui também retribuir. “Queremos colocar nosso grão de areia, nossa força de trabalho e tudo o que temos de bom para colaborar com o desenvolvimento do Brasil”, disse. Sobre o futuro, Luciano reflete: “Quero aprender português, estudar o máximo que puder e depois seguir a carreira que eu gostar. Quero ser arquiteto.” A realidade da família se assemelha com a de muitas outras. Kariannys veio de Ciudad Guayana, na Venezuela. “Viemos quase sem nada. Tivemos que começar do zero”, lembrou. O que encontrou no abrigo da Aldeias Infantis SOS em Brasília, portanto, foi o início de um tempo diferente. Um tempo em que se pode fechar a porta do quarto, tomar banho com privacidade, guardar roupas em um armário, ter segurança alimentar e voltar a fazer planos.“Meus filhos têm muitos sonhos”, contou. “Aqui eu me sinto confiante de que poderei realizá-los. Quero que estudem, que sejam alguém na vida. Estamos, de verdade, contentes por esse cuidado conosco.” Ela adiciona: “Aqui nos fizeram sentir em casa. É um alívio e nos devolve a confiança e a esperança para seguir adiante”.ACNUR em ação: Operação Acolhida Chegaram a Brasília, em janeiro, 13 famílias, 60 pessoas ao todos, por meio do processo de interiorização nas Aldeias Infantis SOS, coordenado pela Operação Acolhida - estratégia do Governo Federal em resposta ao fluxo migratório venezuelano - com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).O acolhimento ocorre no âmbito do projeto Brasil Sem Fronteiras, uma parceria que garante abrigo temporário, apoio psicossocial e acompanhamento para a integração local. A iniciativa agora entra em um novo momento, com sua continuidade assegurada por um aporte da Children’s Village Worldwide (CVW), organização que integra a rede global da Aldeias Infantis SOS, presente em mais de 130 países, referência em cuidado de crianças. Do abrigamento emergencial ao recomeço possível: a rede por trás da integraçãoPara Edson Neris Bahia, representante das Aldeias Infantis SOS, o momento traz um significado especial. “Para nós é um momento de muita alegria. Estávamos ansiosos pela chegada das primeiras famílias nessa nova fase do projeto, contemplada pela CVW. Um espaço bonito e tranquilo, com uma equipe que dará o apoio necessário para que essas famílias possam ter novas oportunidades para conquistar autonomia e independência”, relatou.A realocação voluntária dessas famílias integra o processo de interiorização coordenado pela Operação Acolhida, estratégia do Governo Federal em resposta ao fluxo migratório venezuelano iniciado em 2018. Em colaboração com parceiros estratégicos como o ACNUR, a Força-Tarefa Logística Humanitária já interiorizou mais de 156 mil pessoas para cerca de 1.100 municípios brasileiros.“Transformar vidas é a essência do nosso trabalho. A Operação Acolhida chega ao seu oitavo ano como um marco de dignidade e proteção social, buscando garantir a integração de refugiados e migrantes venezuelanos em situação de extrema vulnerabilidade nos municípios de todo o país”, declarou o chefe da Assessoria de Comunicação da Operação Acolhida, Tenente-Coronel Magno Barros.O processo de interiorização, explica, é uma das chaves dessa estratégia. “Aqui, essas famílias passam a ter acesso a serviços, como educação, trabalho e geração de renda, com o objetivo de reconstruir suas vidas com dignidade.” Um trabalho que se faz em rede e que cria condições para que famílias como as de Kariannys, Sofía, Luis e Luciano possam voltar a permanecer, planejar e seguir adiante com segurança e pertencimento.Para saber mais, siga @acnurbrasil e visite a página do ACNUR no Brasil!
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História
19 junho 2026
“Desenvolvi habilidades que eu não sabia que tinha”
Em 2025, aos 16 anos, Iara Lima, estudante da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio José de Caldas Brito, em Linhares (ES), iniciou o ano letivo no 6º ano, com cinco anos de atraso em relação à idade adequada para a série. Por esse motivo, ingressou no Programa Sucesso Escolar (PSE) – iniciativa que faz parte da estratégia Trajetórias de Sucesso Escolar, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) –, implementado pela Secretaria Estadual de Educação do Espírito Santo. O programa tem como objetivo o enfrentamento da distorção idade-série e a recomposição das aprendizagens para que os estudantes aprendam e avancem nos estudos.“Eu estava bem defasada e vi o programa como uma oportunidade para conseguir progredir mais e alcançar meu objetivo. Eu entrei determinada a passar”, afirma.Seu desempenho consistente consolidou sua progressão para o 9º ano e reforçou seu projeto de continuar os estudos e ingressar no ensino superior. Iara assumiu um papel de protagonismo na turma, foi eleita vice-líder de classe e passou a apoiar colegas que enfrentavam dificuldades semelhantes às que ela própria vivenciou.“O professor me apoiou bastante, me deu conselhos, e eu conversava muito com ele. Percebi que tenho capacidade de liderar pessoas e desenvolvi habilidades que eu não sabia que tinha”, diz Iara. Para a mãe, Camila da Silva, o retorno à escola marcou um novo momento na vida da filha:“Fiquei muito feliz. Ela voltou mais esforçada e cada dia está se dedicando mais”.Os planos para o futuro de Iara já estão desenhados. “Quero terminar a escola e fazer faculdade de psicologia”, afirma. O interesse surgiu a partir da convivência com outras pessoas no ambiente escolar. “Eu gosto de conversar, de ajudar quando vejo alguém mais isolado. Isso me chamou atenção”. Ainda sobre o futuro, Iara conta: “Eu penso muito em como vou me ver lá na frente. Quero ter um futuro melhor e estou aproveitando as oportunidades”. Refletindo sobre sua trajetória, ela deixa um conselho para outros jovens que enfrentam dificuldades na escola: “Eu daria o conselho de não desistir. Com fé e perseverança, você vai conseguir”.Escola como ambiente acolhedorAo longo de cinco anos de implementação, o Programa Sucesso Escolar (PSE) ganhou identidade própria e se consolidou como um espaço de acolhimento para estudantes em distorção idade-série na escola. Sem rótulos, os estudantes são acompanhados por meio de tutorias individualizadas e incentivados a desenvolver o sentimento de pertencimento à escola. Durante o ano letivo, a equipe pedagógica acompanha de perto cada estudante, observando seu desenvolvimento, amadurecimento e a construção de habilidades para definir, de forma responsável, o avanço mais adequado em sua trajetória escolar.Para a coordenadora pedagógica, Carmen Gisele Martins da Silva, o acompanhamento individualizado e a tutoria são fundamentais para que os estudantes se engajem novamente: “Quando o aluno percebe que tem alguém acompanhando de perto, cobrando, orientando e entendendo o que ele viveu, ele se sente mais seguro e passa a se envolver mais com a escola. Quando eles começam a se sentir importantes dentro da escola, o desenvolvimento aparece”.A experiência de Iara reflete a de muitos estudantes atendidos pelo Programa Sucesso Escolar. Segundo o ex-professor de Iara na turma do programa, Bruno Gomes, os estudantes costumam chegar com histórico de interrupções na trajetória escolar e dificuldades acumuladas ao longo dos anos.“Esses estudantes chegam com defasagens e, muitas vezes, com dificuldades de aprendizagem e de adaptação ao ambiente escolar. O trabalho começa mostrando que é possível avançar, mas com acompanhamento próximo, diálogo e com exigência, para que o resultado seja consistente”, explica.Para a professora de Língua Portuguesa e nova tutora da turma, Andressa Alvarenga, o trabalho vai além do conteúdo escolar. “A gente procura trabalhar de forma dinâmica, com projetos, convivência, empatia e responsabilidade. Não é só aprender o conteúdo, mas também se desenvolver como pessoa e como estudante”, afirma. Ação do UNICEF e estratégia Trajetórias de Sucesso EscolarPara a subgerente de Desenvolvimento Curricular no Estado, Débora Aparecida Furieri Matos, a parceria constante com o UNICEF tem sido fundamental para fortalecer a proposta do programa:“O Programa Sucesso Escolar foi construído em diálogo com o UNICEF para enfrentar a distorção idade-série no estado. Desde então, mantemos uma parceria permanente, com reuniões, diálogos pedagógicos, visitas às escolas e apoio para o aprimoramento do programa. Essa cooperação tem sido fundamental para fortalecer a proposta, revisar o currículo ao longo dos anos e apoiar as equipes escolares no atendimento aos estudantes que chegam com maiores dificuldades”.A estratégia Trajetórias de Sucesso Escolar (TSE) é desenvolvida tendo a Roda Educativa como parceiro implementador. O objetivo é facilitar um diagnóstico amplo sobre a distorção idade-série e o fracasso escolar no País, e oferecer um conjunto de recomendações para o desenvolvimento de políticas educacionais que promovam o acesso à educação, a permanência na escola e a aprendizagem desses estudantes.A página da TSE disponibiliza materiais pedagógicos – com as experiências didáticas –, textos, vídeos e dados relativos às taxas de distorção, abandono escolar e reprovação, com recortes por gênero, raça e localidade, que mostram as relações entre o atraso escolar e as desigualdades brasileiras.Para a estratégia, o UNICEF Brasil conta com a parceria do Instituto Claro. Para ações gerais de Educação, temos também a parceria estratégica de TP, parceria da Fundação Itaú e o apoio de FTD Educação. Além disso, o UNICEF tem a XBRI Pneus como parceira estratégica para toda sua atuação no Brasil.Para saber mais, acesse a página das Trajetórias de Sucesso Escolar e siga @unicefbrasil nas redes.
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História
16 junho 2026
“É muito importante ter representação indígena numa sociedade”
Em Pacaraima, Roraima, Gabriel auxilia quem vive uma realidade parecida com a qual ele mesmo já enfrentou. Natural da Venezuela, vivenciou as dificuldades de ser Warao e refugiado. Hoje, faz a identificação, atendimento e acompanhamento de pessoas indígenas que buscam proteção no país. Gabriel trabalha como mediador intercultural no Serviço Jesuítas para Migrantes e Refugiados (SJMR), organização parceira da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). “No acompanhamento, eu gosto de fazer perguntas, conhecer as culturas, aprender algumas palavras do dialeto da pessoa e ter essa troca de conhecimentos”, explica. Ele conta que é muito importante levar em consideração todas as etnias e suas diferenças. “Muitas pessoas chegam aqui e acham que como indígenas, não vão receber atenção”.Ele afirma que a maior demanda é justamente de sua população, Warao, mas no exercício do seu trabalho, percebeu que outras tantas etnias, por vezes, passavam despercebidas ou não identificadas. Desde que começou na função, o mediador intercultural já mapeou 19 etnias indígenas vindas da Venezuela para o Brasil.“Eu me apresento, falo o meu cargo e depois explico os serviços que presto como mediador intercultural. Eu faço eles saberem que eu vou dar atendimento por ser parte de uma etnia indígena. E que eles vão receber um atendimento diferenciado”.Hoje, possui algumas tarefas de intérprete, traduzindo português, espanhol e Warao, mas, principalmente, acompanha grupos que estão chegando no Brasil na emissão e renovação dos documentos.A importância da representação“Quando comecei como mediador, logo na primeira semana, chegou à Pacaraima uma família que tinha mais ou menos 36 pessoas Warao. Nesse grupo, havia uma mulher grávida. Pouco tempo após a chegada, ela deu à luz à criança. Eu já tinha feito o atendimento dela. Prestei apoio como mediador e os pais me perguntaram se podiam colocar o nome da criança de Gabriel Jesus, como forma de agradecimento a mim e aos Jesuítas. Eu estou representando essa gente também”, se emociona. Em 1991, o IBGE incluiu indígenas no censo demográfico nacional. Dados de 2022 registraram 1.693.535 pessoas indígenas no Brasil, de 391 etnias, que falam 295 línguas. Quanto aos indígenas vindos da Venezuela em situação de refúgio no país, dados do proGres, sistema do ACNUR voltado ao registro e à gestão de casos, indicam, até março de 2026, a presença de 13.962 pessoas. Já o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) registrava, no mesmo período, 9,4 mil indígenas refugiados e migrantes cadastrados em diferentes estados do Brasil.“É muito importante ter representação indígena numa sociedade. Assegura as tradições e culturas das várias etnias, que fazem parte da diversidade que existe aqui no Brasil”, comenta Gabriel sobre a representatividade indígena nas políticas públicas brasileiras. O sonho dele, enquanto indígena Warao, é levar para a Venezuela o conhecimento que o Brasil oferece sobre representatividade indígena.“Quero demonstrar esse conhecimento às comunidades na Venezuela e que elas saibam da autonomia que se tem aqui”.Entre a cidade, a comunidade e um novo paísGabriel é natural da cidade de Sotillo, no estado venezuelano de Monagas. Aos seis anos, seus pais o levaram para passar um tempo na comunidade Warao de sua família para que ele pudesse aprender os conhecimentos fundamentais de sua etnia.“É uma lembrança que até hoje não esqueço. Quando fui levado para lá para conhecer como são as casas de palafita, como distribuem os afazeres e como levar esse os conhecimentos para outras pessoas. Minha avó me contou das histórias Warao dos costumes que temos na comunidade. Meu avô explicou como era o deslocamento do povo Warao navegando em rios, a responsabilidade da pesca, colheita de frutas e do trabalho do dia a dia. Eu não sabia nadar muito bem e ele me ensinou também”, conta emocionado. Hoje em dia, Gabriel mora com parte de sua família e faz questão de se comunicar no dialeto Warao. Além da língua, ele preserva a cultura do artesanato, que também aprendeu ainda pequeno.“O artesanato é algo que vem passando por anos e gerações. Esse conhecimento vem perseverando. O que mais guardo da minha cultura são essas manualidades. Ser Warao é ter essa responsabilidade de manter nossa cultura viva para quem vêm depois”.A vinda para o Brasil não foi fácil. Ele enfrentou discriminação, preconceito, dificuldades de adaptação. Mas hoje em dia, além de falar muito bem português, Gabriel tenta compartilhar com brasileiros os saberes Warao. O trabalho do ACNUR junto às populações indígenas“Pessoas refugiadas costumam chegar a um novo país bastante fragilizadas, com muitos medos e inseguranças. Mas há grupos que chegam em situações ainda mais vulneráveis, como é o caso de pessoas indígenas. É por isso que essas pessoas precisam de apoio específico, considerando suas necessidades e particularidades de suas culturas e tradições. Viabilizar a contratação de um mediador intercultural indígena com a parceria de SJMR é oferecer conforto e confiança a essas pessoas”, destaca o representante do ACNUR no Brasil, Davide Torzilli.Com o início do fluxo de pessoas refugiadas e em busca de proteção internacional da Venezuela para o Brasil, o ACNUR passou a desenvolver atividades voltadas à população indígena do país vizinho. Desde 2025, esse trabalho – incluindo a contratação de Gabriel como mediador intercultural – tem contado com o apoio do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, iniciativa das Nações Unidas, Governo do Brasil e Consórcio Amazônia Legal, com financiamento do Governo do Canadá.No ano passado, foi assinado um Memorando de Entendimento entre o ACNUR e o Ministério dos Povos Indígenas, durante a COP30, que consolidou bases de cooperação voltadas ao fortalecimento de políticas públicas culturalmente adequadas, à ampliação da capacidade institucional de estados e municípios, à promoção da convivência pacífica entre comunidades indígenas anfitriãs e indígenas refugiada, e o apoio à liderança, participação e organização comunitária. Para saber mais, siga @acnurbrasil e visite a página do ACNUR sobre o trabalho com populações indígenas.
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Notícias
03 julho 2026
Jovem brasileira participa de visita histórica a Hiroshima e Nagasaki por um mundo livre de armas nucleares
De 29 de junho a 3 de julho de 2026, 50 jovens líderes de 39 países embarcam em uma visita de estudo a Nagasaki e Hiroshima, no Japão, como parte do Fundo de Jovens Líderes por um Mundo sem Armas Nucleares (YLF). Durante a visita de estudo, participantes participarão de discussões sobre o desarmamento nuclear no atual cenário de segurança internacional e sobre o papel fundamental que a juventude desempenha na promoção de um mundo livre de armas nucleares. O Fundo YLF é um programa de aprendizagem inovador administrado pelo Escritório das Nações Unidas para Assuntos de Desarmamento (ODA), com generosas contribuições financeiras do governo do Japão, com o objetivo de capacitar líderes emergentes com conhecimento, redes de contato, habilidades e capacidades criativas para promover o desarmamento nuclear em todo o mundo. O programa reúne um grupo diversificado de participantes de todos os grupos regionais das Nações Unidas, incluindo países com e sem armas nucleares.A visita de estudo, apoiada pelo Escritório de Hiroshima do Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (UNITAR), inclui intercâmbios importantes com hibakusha (pessoas sobreviventes dos bombardeios atômicos), representantes do governo do Japão, organizações da sociedade civil e jovens de todo o mundo e do próprio Japão. Jovens participantes também realizarão excursões de campo para aprender mais sobre o impacto humano e ambiental dos bombardeios atômicos de Nagasaki e Hiroshima. A visita culminará em um evento em Hiroshima intitulado: “Da Memória à Ação”, no qual as pessoas jovens participantes demonstrarão habilidades e conhecimentos sobre desarmamento adquiridos por meio do programa YLF e conduzirão um diálogo com jovens japoneses e tomadores de decisão para identificar ações políticas rumo a um mundo livre de armas nucleares.O evento contará com a presença do secretário-geral da Agência para a Proibição de Armas Nucleares na América Latina e no Caribe, embaixador Juan Carlos Ojeda; a vice-diretora e professora do Centro de Pesquisa para a Abolição de Armas Nucleares da Universidade de Nagasaki, Kazuko Hikawa; e Koko Kondo, hibakusha de Hiroshima.Como resultado concreto dessa iniciativa, os jovens participantes apresentarão um manual destinado às futuras turmas do Fundo YLF, com informações práticas para incentivar a colaboração de longo prazo em direção ao desarmamento nuclear, a partir de uma perspectiva centrada no ser humano.A visita de estudo integra a segunda fase da edição de 2025-2026 do YLF, lançada em julho do ano passado. Essa fase incluiu treinamento on-line abrangente por meio de webinars, aprendizagem individualizada, oficinas de capacitação e a criação de grupos regionais para promover o diálogo e fortalecer competências em temas como o mecanismo de desarmamento, instrumentos multilaterais, o papel das Nações Unidas no desarmamento nuclear e questões transversais.“O YLF oferece uma base educacional sólida para jovens líderes, mergulhando-os em uma variedade de temas, desde políticas de desarmamento até depoimentos de sobreviventes e narrativas. Ao fazer isso, reforça uma visão de desarmamento e segurança centrada no ser humano, sustentável e fundamentada nas lições duradouras do uso de armas nucleares. Os participantes do YLF não são meros observadores à distância, mas contribuintes ativos para a defesa e as discussões sobre o desarmamento”, afirma a subsecretária-geral e alta representante das Nações Unidas para Assuntos de Desarmamento, Izumi Nakamitsu. Um componente central desta segunda fase tem sido o desenvolvimento de habilidades de comunicação. Os jovens participantes participaram de treinamentos sobre como comunicar depoimentos, experiências e conhecimentos relacionados às armas nucleares de maneira acessível e envolvente. O Fundo YLF promove, dessa maneira, um diálogo intergeracional significativo entre as pessoas sobreviventes dos bombardeios atômicos de 1945 e as gerações mais jovens que darão continuidade ao seu legado.Descubra mais em @UN_Disarmament e na página do Fundo de Jovens Líderes por um Mundo sem Armas Nucleares (YLF).Contatos para a imprensa: Escritório das Nações Unidas para Assuntos de Desarmamento (ODA): youthleaderfund@un.org
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03 julho 2026
ONU-Habitat apoia cidades no planejamento participativo do Programa Periferia Viva
Da conversa porta a porta com moradores à produção de estratégias para enfrentar desafios urbanos nas periferias: é assim que o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) atua como Assistência Técnica Territorial em cinco diferentes municípios brasileiros contemplados pelo Programa Periferia Viva - Rio de Janeiro, São Gonçalo (RJ), Mauá, Santo André e Franco da Rocha (SP).A iniciativa do Governo Federal integra o Novo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e contempla municípios com investimentos para melhorar a vida nas periferias e fortalecer políticas públicas para atender as necessidades da população local. Com um braço destinado à urbanização de favelas, o programa visa ampliar o acesso à moradia adequada com ações de pavimentação, iluminação pública, saneamento ambiental, áreas de lazer, regularização fundiária e melhorias habitacionais.Para auxiliar nesse processo, o ONU-Habitat atua em parceria com as prefeituras para elaborar o Plano de Ação, um instrumento de planejamento participativo para definir, junto da população, as prioridades de ação para cada território. Baseado em ações de mobilização comunitárias e na construção participativa de soluções urbanas, o ONU-Habitat fortalece a escuta ativa e o envolvimento de moradores para avaliar, imaginar e projetar melhorias para a comunidade. O trabalho promove atividades participativas como reuniões comunitárias e oficinas para garantir que as prioridades identificadas pela população contribuam para orientar os Planos de Ação e as intervenções futuras. Além disso, todos os territórios de atuação contam com um espaço dedicado à escuta e ao atendimento da comunidade: o Posto Territorial. Esse é o principal canal de diálogo com a população local, onde as equipes do ONU-Habitat estão disponíveis diariamente para tirar dúvidas e orientar a participação dos moradores.Associado à mobilização está o levantamento de dados dos territórios para direcionar as ações propostas de forma embasada. Em alguns municípios, é aplicada a metodologia de Mapa Rápido Participativo (MRP), que consiste em uma pesquisa qualitativa para levantar dados primários sobre as condições de regiões vulnerabilizadas, identificando questões ligadas aos temas de infraestrutura, moradia e serviços públicos. Coletados a partir da observação do espaço e de breves entrevistas com moradores, essa avaliação inclui, por exemplo, a presença de infraestrutura para mobilidade, abastecimento de água, coleta de lixo, padrão das moradias e fornecimento de energia elétrica.Saiba mais sobre a atuação do ONU-Habitat em cada território:São Gonçalo (RJ) Na Ipuca, em São Gonçalo, oficinas participativas promoveram a escuta de mulheres para contribuir com orientações de segurança urbana, de crianças para propor melhorias para espaços públicos do bairro, e de lideranças comunitárias e moradores para identificar desafios de infraestrutura, mobilidade e saneamento ambiental. Atualmente, a iniciativa está consolidando o planejamento da estratégia da ação – documento que será base das ações de urbanização e melhorias habitacionais por parte da Prefeitura de São Gonçalo, que aguarda a autorização para o início das obras.Rio de Janeiro (RJ) No Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, o ONU-Habitat aplicou a metodologia do Mapa Rápido Participativo, levantando dados específicos sobre a infraestrutura da região. Além disso, a iniciativa promoveu oficinas com estudantes de escolas do território, escutas com mães atípicas e cartografias sociais com lideranças comunitárias, que apoiaram a identificação de desafios relacionados à acessibilidade, iluminação pública e gestão de resíduos. Com isso, foram desenvolvidas propostas de ações e sugestões para futuras intervenções urbanas, fortalecendo o planejamento participativo e a produção de evidências para apoiar a tomada de decisão do poder público.Mauá (SP) Na comunidade Chafick-Macuco, a aplicação do Mapa Rápido Participativo, realizada em abril, contribuiu para a elaboração de um diagnóstico territorial, que também analisou dados públicos e estudos técnicos da região. A Leitura Técnico-Comunitária contou com a participação de moradores e representantes da rede pública, que validaram informações, complementaram o diagnóstico e apontaram as prioridades da comunidade. As contribuições desse processo serão incorporadas ao documento, que orientará as próximas etapas do Periferia Viva no território.Santo André (SP) Em Santo André, as atividades são realizadas nos assentamentos Nova Centreville, Padre Donizete, Eldízia I e II, Antônio Trajano e Anhaia Melo, com aproximadamente 826 domicílios. Já no território mais amplo contemplado pelo Plano de Ação do programa serão beneficiados 5.561 domicílios por meio da requalificação de espaços públicos e das ações de Trabalho Social. Reuniões de alinhamento com lideranças locais, encontros comunitários para apresentação do projeto, oficinas de escuta sobre a memória do bairro e uma caminhada pelo território foram realizadas nas primeiras semanas de atuação. Para as próximas etapas, estão sendo organizados grupos focais com crianças, idosos e famílias em situação de vulnerabilidade, além de oficinas temáticas sobre memória, direito à moradia, esporte e outros temas relacionados ao território.Franco da Rocha (SP) Em Franco da Rocha, as ações do Periferia Viva para urbanização de favelas e moradia adequada vão trazer benefícios para os bairros de Jardim dos Reis, Vila Bela, Vila Ida, Jardim União e Parque Paulista, onde vivem 14.726 pessoas. A primeira ação dos projetos foi a inauguração do Posto Territorial, realizada em 10 de junho. Nos próximos meses, as equipes realizarão visitas às ruas e residências da área de atuação para ouvir moradores e moradoras, compreender as principais demandas locais e incentivar a participação ativa da população no planejamento e na implementação das ações. O município também será contemplado pelo PAC Drenagem, que tem como foco a redução das inundações na bacia do Ribeirão Água Vermelha, beneficiando cerca de 70 mil habitantes.Participação popular A participação da população é fundamental para a construção de um Plano de Ação que reflita as demandas e prioridades da comunidade. Por isso, ao fortalecer mecanismos de participação e apoiar processos de planejamento territorial, o ONU-Habitat contribui para que moradores e moradoras tenham papel ativo na construção das transformações urbanas de seus territórios, promovendo soluções desenvolvidas a partir das realidades e potencialidades de cada comunidade. Com o Plano de Ação do Periferia Viva, as ações vão melhorar diretamente a qualidade de vida da comunidade, trazendo mais dignidade, reduzindo desigualdades e construindo um futuro mais justo e sustentável, sem deixar ninguém e nenhum território para trás.Contato para imprensa: Aléxia Saraiva (alexia.saraiva@un.org) David Morais (david.moraisdasilva@un.org)
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03 julho 2026
UNODC convida jovens para concurso internacional de arte sobre prevenção ao crime
Crianças e jovens em todo o mundo enfrentam desafios complexos e interligados relacionados à criminalidade, violência, drogas, exclusão social e oportunidades limitadas. Jovens são afetados de forma desproporcional por diferentes formas de violência e criminalidade, seja como vítimas, testemunhas ou jovens em conflito com a lei.O concurso internacional do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) oferece um espaço para que os jovens compartilhem suas experiências, ideias, desafios e esperanças. As contribuições buscam ampliar a compreensão sobre as causas da violência e da criminalidade, fortalecer fatores de proteção e apoiar ações de reabilitação, reintegração e ampliação de oportunidades.Ao dar visibilidade global às vozes e às histórias da juventude, a iniciativa enfatiza que as perspectivas da juventude devem ser plenamente consideradas na elaboração de políticas públicas eficazes para a prevenção da violência e da criminalidade juvenil. Quem pode participar?Jovens com idades entre 18 e 29 anos, de todas as regiões do mundo, que desejam compartilhar caminhos para a prevenção, a cura, o sentimento de pertencimento e a esperança.O concurso está aberto a ouvir as vozes de jovens que viveram, observaram ou foram afetados pela violência ou pelo crime — incluindo aqueles que já estiveram em conflito com a lei.O que você pode compartilhar?Poesia, contos, desenhos, fotografia, vídeo, música ou criações em mídia mista. Por que participar?Sua voz é importante. Sua história pode inspirar compreensão, desafiar estereótipos e apoiar mudanças positivas em todo o mundo. As contribuições selecionadas serão promovidas pelo UNODC a audiências globais, incluindo:Uma revista digital para jovens.Uma exposição de arte na Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (UNTOC), em Viena, na Áustria, em outubro de 2026. Uma campanha global de sensibilização do UNODC sobre a prevenção da criminalidade juvenil.Prazo para envio: 31 de julho de 2026Para mais informações sobre a campanha, incluindo os termos e condições, acesse a página global do UNODC e siga @unodcprt nas redes.
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02 julho 2026
ONU-Habitat e Mauá (SP) avançam em diagnóstico participativo de comunidades
Em Mauá (SP), cerca de 90 moradores e profissionais da rede pública do Jardim Zaíra/Chafick-Macuco já participaram de ações de diagnóstico para identificar características, desafios e potencialidades do território e apoiar na definição de prioridades para a região.
As ações são parte do programa Periferia Viva, coordenado pelo Ministério das Cidades e implementado pela Prefeitura de Mauá com apoio do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat).O programa realizou, ao longo do mês de junho, três encontros para validar informações e identificar o que é mais importante de ser contemplado no Plano de Ação do Periferia Viva, documento que vai orientar as futuras intervenções urbanas no território a partir da combinação entre análises técnicas e conhecimento local.A validação coletiva do diagnóstico foi iniciada no encontro do dia 20 de junho, com moradores e moradoras apoiando na validação das informações sobre a realidade local. Uma das atividades envolveu uma dinâmica de reconhecimento do território: utilizando um mapa da área, cada participante identificou o local onde vive e compartilhou uma palavra que representa sua relação com o bairro. As respostas revelaram tanto o sentimento de pertencimento quanto os desafios cotidianos, reunindo expressões como "esperança", "aconchego", "paz" e "conquista", ao lado de "difícil", "complicado" e "desilusão". Na sequência, a equipe apresentou o diagnóstico territorial, elaborado a partir dos levantamentos realizados pela iniciativa desde janeiro. O documento reúne informações e análises sobre a realidade da comunidade, incluindo temas como moradia, infraestrutura, mobilidade, meio ambiente e áreas com maior risco de alagamento ou deslizamento. Para isso, foram utilizados dados do Censo Demográfico de 2022, informações da metodologia Mapa Rápido Participativo (MRP) e de estudos técnicos realizados no território. O encontro também promoveu um debate sobre os principais desafios e pontos fortes da comunidade, a qualidade dos espaços de convivência e possíveis ações que podem ser implementadas antes da execução das obras previstas pelo projeto.Percepções da população Entre os principais desafios apontados estiveram a mobilidade, problemas de saneamento, áreas de risco e a ausência de equipamentos de lazer e cultura. Moradoras e moradores também destacaram pontos positivos do local, como a nascente da Rua Roberto Stella, a atuação da Associação Ouro Verde e o potencial empreendedor da comunidade.Também surgiram propostas de melhorias de curto prazo, como reforço da iluminação pública, limpeza de vielas e escadarias, implantação de pontos de coleta de resíduos e qualificação de espaços de lazer.
Para Ana Carolina Nunes, coordenadora de programas do ONU-Habitat, a construção coletiva do diagnóstico fortalece o planejamento das futuras intervenções e amplia a legitimidade das decisões tomadas ao longo do programa. "O Plano de Ação é construído a partir da combinação entre conhecimento técnico e conhecimento comunitário. A participação da população da Chafick-Macuco é fundamental para identificar prioridades e orientar soluções que dialoguem com a realidade do território", destaca."Foi muito importante a reunião para a gente discutir projetos e melhorias para o nosso bairro. Quem mora aqui precisa participar desse processo, pensando nas crianças, nos idosos e no nosso bem-estar. Quando a comunidade se reúne e participa, conseguimos construir caminhos para melhorar o lugar onde vivemos", destacou a moradora Tatiana Coelho Miranda.Para ampliar a participação das famílias, a reunião contou ainda com um espaço de acolhimento para as crianças, onde puderam colorir uma série de ilustrações inspirada em elementos do território, desenvolvida pela equipe do Periferia Viva Mauá.Rede pública fortalece construção coletiva Além do encontro com moradores, foram realizadas duas reuniões voltadas a profissionais da rede pública que atuam no Jardim Zaíra. Os encontros foram realizados nos dias 12 e 26 de junho no CRAS Zaíra e no CRAS Macuco, reunindo representantes das secretarias municipais, unidades de saúde, assistência social, educação e organizações comunitárias.As atividades também incluíram momentos de escuta e dinâmicas voltadas ao levantamento de informações sobre o território e à identificação de oportunidades para articular ainda mais o serviço público e a comunidade.Para a gerente de rede da Secretaria Municipal de Políticas Públicas, Júlia Tenório, o programa representa uma oportunidade importante para ampliar a presença das políticas públicas em um dos territórios mais vulneráveis do município."É uma felicidade muito grande participar desse processo. A Chafick é uma das áreas mais vulneráveis da cidade, e iniciativas como essa fortalecem as políticas públicas e chegam em um momento muito importante para a nossa população”, ressaltou. "Mesmo trabalhando aqui há algum tempo e morando há muitos anos no Jardim Zaíra, eu não conhecia toda a extensão da Chafick. O diagnóstico trouxe um aprendizado importante para todos nós. Quanto mais conhecemos o território e ouvimos a comunidade, maiores são as possibilidades de construir ações que realmente respondam às necessidades das pessoas", destaca o coordenador do CRAS Zaíra, Eduardo Aparecido Domingos.Sobre o Periferia Viva O Periferia Viva Mauá integra o Novo PAC, iniciativa do Governo Federal voltada ao melhoramento urbano de assentamentos precários. Em parceria com a Prefeitura de Mauá, o ONU-Habitat atua como Assessoria Técnica Territorial para desenvolver o Plano de Ação de forma participativa e orientado pelas necessidades e prioridades dos moradores do território.de forma participativa e orientado pelas necessidades e prioridades dos moradores do território.O programa promove a transformação de áreas urbanas vulneráveis por meio de uma abordagem territorial, participativa e integrada, com a previsão de obras de saneamento básico, drenagem, pavimentação, contenção de encostas e melhorias habitacionais, definidas a partir de diagnóstico técnico aliado à escuta e à participação da população no processo.Contato para imprensa:Salmom Lucas (salmom.monteirocosta@un.org) Aléxia Saraiva (alexia.saraiva@un.org)
As ações são parte do programa Periferia Viva, coordenado pelo Ministério das Cidades e implementado pela Prefeitura de Mauá com apoio do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat).O programa realizou, ao longo do mês de junho, três encontros para validar informações e identificar o que é mais importante de ser contemplado no Plano de Ação do Periferia Viva, documento que vai orientar as futuras intervenções urbanas no território a partir da combinação entre análises técnicas e conhecimento local.A validação coletiva do diagnóstico foi iniciada no encontro do dia 20 de junho, com moradores e moradoras apoiando na validação das informações sobre a realidade local. Uma das atividades envolveu uma dinâmica de reconhecimento do território: utilizando um mapa da área, cada participante identificou o local onde vive e compartilhou uma palavra que representa sua relação com o bairro. As respostas revelaram tanto o sentimento de pertencimento quanto os desafios cotidianos, reunindo expressões como "esperança", "aconchego", "paz" e "conquista", ao lado de "difícil", "complicado" e "desilusão". Na sequência, a equipe apresentou o diagnóstico territorial, elaborado a partir dos levantamentos realizados pela iniciativa desde janeiro. O documento reúne informações e análises sobre a realidade da comunidade, incluindo temas como moradia, infraestrutura, mobilidade, meio ambiente e áreas com maior risco de alagamento ou deslizamento. Para isso, foram utilizados dados do Censo Demográfico de 2022, informações da metodologia Mapa Rápido Participativo (MRP) e de estudos técnicos realizados no território. O encontro também promoveu um debate sobre os principais desafios e pontos fortes da comunidade, a qualidade dos espaços de convivência e possíveis ações que podem ser implementadas antes da execução das obras previstas pelo projeto.Percepções da população Entre os principais desafios apontados estiveram a mobilidade, problemas de saneamento, áreas de risco e a ausência de equipamentos de lazer e cultura. Moradoras e moradores também destacaram pontos positivos do local, como a nascente da Rua Roberto Stella, a atuação da Associação Ouro Verde e o potencial empreendedor da comunidade.Também surgiram propostas de melhorias de curto prazo, como reforço da iluminação pública, limpeza de vielas e escadarias, implantação de pontos de coleta de resíduos e qualificação de espaços de lazer.
Para Ana Carolina Nunes, coordenadora de programas do ONU-Habitat, a construção coletiva do diagnóstico fortalece o planejamento das futuras intervenções e amplia a legitimidade das decisões tomadas ao longo do programa. "O Plano de Ação é construído a partir da combinação entre conhecimento técnico e conhecimento comunitário. A participação da população da Chafick-Macuco é fundamental para identificar prioridades e orientar soluções que dialoguem com a realidade do território", destaca."Foi muito importante a reunião para a gente discutir projetos e melhorias para o nosso bairro. Quem mora aqui precisa participar desse processo, pensando nas crianças, nos idosos e no nosso bem-estar. Quando a comunidade se reúne e participa, conseguimos construir caminhos para melhorar o lugar onde vivemos", destacou a moradora Tatiana Coelho Miranda.Para ampliar a participação das famílias, a reunião contou ainda com um espaço de acolhimento para as crianças, onde puderam colorir uma série de ilustrações inspirada em elementos do território, desenvolvida pela equipe do Periferia Viva Mauá.Rede pública fortalece construção coletiva Além do encontro com moradores, foram realizadas duas reuniões voltadas a profissionais da rede pública que atuam no Jardim Zaíra. Os encontros foram realizados nos dias 12 e 26 de junho no CRAS Zaíra e no CRAS Macuco, reunindo representantes das secretarias municipais, unidades de saúde, assistência social, educação e organizações comunitárias.As atividades também incluíram momentos de escuta e dinâmicas voltadas ao levantamento de informações sobre o território e à identificação de oportunidades para articular ainda mais o serviço público e a comunidade.Para a gerente de rede da Secretaria Municipal de Políticas Públicas, Júlia Tenório, o programa representa uma oportunidade importante para ampliar a presença das políticas públicas em um dos territórios mais vulneráveis do município."É uma felicidade muito grande participar desse processo. A Chafick é uma das áreas mais vulneráveis da cidade, e iniciativas como essa fortalecem as políticas públicas e chegam em um momento muito importante para a nossa população”, ressaltou. "Mesmo trabalhando aqui há algum tempo e morando há muitos anos no Jardim Zaíra, eu não conhecia toda a extensão da Chafick. O diagnóstico trouxe um aprendizado importante para todos nós. Quanto mais conhecemos o território e ouvimos a comunidade, maiores são as possibilidades de construir ações que realmente respondam às necessidades das pessoas", destaca o coordenador do CRAS Zaíra, Eduardo Aparecido Domingos.Sobre o Periferia Viva O Periferia Viva Mauá integra o Novo PAC, iniciativa do Governo Federal voltada ao melhoramento urbano de assentamentos precários. Em parceria com a Prefeitura de Mauá, o ONU-Habitat atua como Assessoria Técnica Territorial para desenvolver o Plano de Ação de forma participativa e orientado pelas necessidades e prioridades dos moradores do território.de forma participativa e orientado pelas necessidades e prioridades dos moradores do território.O programa promove a transformação de áreas urbanas vulneráveis por meio de uma abordagem territorial, participativa e integrada, com a previsão de obras de saneamento básico, drenagem, pavimentação, contenção de encostas e melhorias habitacionais, definidas a partir de diagnóstico técnico aliado à escuta e à participação da população no processo.Contato para imprensa:Salmom Lucas (salmom.monteirocosta@un.org) Aléxia Saraiva (alexia.saraiva@un.org)
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02 julho 2026
CEPAL: Brasil recebeu 40% do investimento estrangeiro direito na América Latina e Caribe em 2025
Em um cenário de grande incerteza e elevadas tensões mundiais, a América Latina e o Caribe receberam 194 bilhões de dólares de investimento estrangeiro direto (IED) em 2025, um aumento de 1,7% em relação a 2024, embora com resultados díspares entre países e setores de destino, aponta relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).O peso do IED nas economias varia muito entre os países, mas, em média, a participação do IED recebido pela região no produto interno bruto (PIB) (2,8%) e na formação bruta de capital fixo (14,0%) se manteve estável em 2025, indica o relatório anual O Investimento Estrangeiro Direto na América Latina e no Caribe 2026: navegando o novo contexto global, apresentado pelo secretário executivo da CEPAL, José Manuel Salazar-Xirinachs, em coletiva de imprensa em Santiago do Chile, em 23 de junho. De acordo com a publicação anual, em 2025, a maioria dos países da América do Sul e da América Central registrou um volume de investimentos superior ao observado no ano anterior. No Caribe, porém, o desempenho foi mais heterogêneo.O Brasil, que recebeu 77.676 bilhões de dólares (40% do total), e México, que obteve 43.221 bilhões de dólares (22%), concentraram 62% do total de receitas de IED em 2025. No caso do Brasil, os fluxos aumentaram, aproximando-se dos máximos da década de 2010. O México, por sua vez, registrou em 2025 o terceiro maior montante desde 1990, apesar de uma variação interanual negativa.As duas maiores economias da América Latina concentraram 62% do total do investimento estrangeiro direto. Depois do Brasil e do México, os países que receberam mais IED em 2025 foram Chile (7% do total), Peru (6%), Colômbia (6%), Guiana (5%), Costa Rica (3%) e República Dominicana (3%). “No atual contexto global de interdependência instrumentalizada, é crucial entender o vínculo entre comércio e investimento estrangeiro direto para desenhar políticas que nos permitam avançar em direção a um desenvolvimento mais produtivo, inclusivo e sustentável. Na América Latina e no Caribe, mais do que uma ausência de instrumentos, vemos que prevalece a dificuldade de integrar de forma coerente e estratégica as agendas de comércio, investimento e desenvolvimento produtivo, o que limita o impacto transformador que o IED poderia ter na região”, afirmou o secretário executivo José Manuel Salazar-Xirinachs. Em 2025, o reinvestimento de lucros (51%) manteve-se como o principal componente do IED, embora reduzido. Seguiram-se as contribuições de capital (34% do total) e os empréstimos entre empresas (15%).Quanto aos setores de destino, as entradas em serviços (+19,5%) e em recursos naturais (+7,0%) aumentaram, e em manufaturas (-17,2%) diminuíram. Desse modo, em 2025 os serviços receberam 53% do IED, as manufaturas 31% e os recursos naturais 16%.Por outro lado, 67% do investimento que ingressou na região em 2025, com origem identificável, veio dos Estados Unidos (35%) e da Europa (32%). No entanto, a publicação especifica que, em 2025, foram recebidos um volume menor de investimentos dos Estados Unidos (-11%), enquanto as entradas da Europa aumentaram.Assim como no resto do mundo, o cenário de grande incerteza afetou negativamente, em particular, os anúncios de investimentos na região em 2025, segundo o relatório. Em 2025, foram anunciados 1.326 projetos, com um total de 114.100 bilhões de dólares na América Latina e no Caribe, o que representa uma redução de -10,2% na quantidade de anúncios e de -34,3% no montante em relação a 2024.Pelo contrário, as saídas de IED da região mostraram uma recuperação nos últimos três anos, totalizando 62.286 bilhões de dólares em 2025, um aumento de 19,3% em relação a 2024 e o segundo valor mais alto registrado desde 2010. As políticas públicas podem ter um papel crucial no esforço de direcionar esses investimentos, diz a CEPAL, de modo que gerem benefícios em termos de produtividade, aprendizado tecnológico, inovação e acesso a mercados, e se evitem riscos fiscais e produtivos.Finalmente, o relatório inclui este ano um capítulo onde se analisa a forma como o IED na região pode ser afetado pelas mudanças recentes nas políticas tarifárias dos Estados Unidos. A CEPAL sugere que o nível de exposição da região a mudanças na política comercial dos Estados Unidos é altamente heterogêneo entre países e setores e depende tanto da estrutura produtiva quanto da integração em cadeias regionais de valor de cada país. As políticas, as instituições e as capacidades são importantes, reitera a CEPAL, propondo as seguintes recomendações de política para navegar o novo contexto global:Diversificar mercados de exportação e origens de IED, especialmente em economias com alta participação do mercado estadunidense em suas exportações.Articular comércio, investimento e desenvolvimento produtivo em um quadro de política que vise a maximizar o impacto do investimento instalado.Coordenar as instituições de promoção de investimento e comércio e as entidades responsáveis por promover outras áreas de desenvolvimento produtivo (talento humano, transferência tecnológica, inovação etc.).Fortalecer as capacidades técnicas, operacionais, políticas e prospectivas das agências de promoção de investimentos e comércio, e incorporar mecanismos de monitoramento e aprendizado diante das mudanças do ambiente.Criar e fortalecer espaços de articulação regional para ampliar oportunidades de comércio, investimento e desenvolvimento produtivo entre os países da região.Para saber mais, acesse o relatório completo na página da CEPAL e siga @cepal_onu nas redes social! Contato para imprensa: Unidade de Informação Pública da CEPAL, Santiago: prensa@cepal.org
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