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Geely EX5 ganha motor de 333 cv, tração traseira e maçanetas tradicionais na China

SUV elétrico ficou 115 cv mais potente do que a versão vendida no Brasil e traz uma leve mudança no design

Por Nicolas Tavares 11 jun 2026, 17h00
SUV elétrico branco, com design moderno e linhas suaves, parado em um estúdio cinza. Possui faróis finos, grade frontal fechada e rodas de liga leve com detalhes pretos e prateados. Um sensor discreto está no teto.
 (MIIT/Reprodução)
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Primeiro carro da maca no Brasil, o Geely EX5 acaba de receber uma atualização no mercado chinês, onde é comercializado sob o nome Galaxy E5. A nova versão do modelo traz algumas mudanças para deixá-lo mais competitivo no segmento e aproveitar o bom momento da fabricante no seu país de origem. Entre as principais mudanças, o SUV adota um conjunto elétrico mais potente com tração traseira e incorpora um sensor LiDAR no teto, além de abrir mão das maçanetas embutidas por conta das novas regras locais de segurança.

A evolução mais significativa do pacote está na mudança da arquitetura mecânica. O modelo deixa de utilizar a configuração de tração dianteira para adotar um único motor elétrico instalado no eixo traseiro, repetindo a estratégia usada no compacto EX2. Além da troca de layout, o motor agora é mais potente, com 333 cv de potência máxima. Na prática, o conjunto oferece 115 cv a mais do que a versão de tração dianteira de 218 cv que é vendida no Brasil.

Traseira de um SUV branco moderno, com lanternas horizontais finas conectadas por uma faixa preta. O nome GEELY está centralizado na tampa do porta-malas, acima da placa. O para-choque traseiro é cinza escuro, com detalhes pretos nas laterais. O veículo está em um estúdio com paredes cinzas claras e piso escuro
(MIIT/Reprodução)

Com a cavalaria extra, a velocidade máxima do SUV subiu de 175 km/h para 201 km/h. O propulsor continua sendo alimentado por um pacote de baterias de LFP (lítio-ferro-fosfato), embora a capacidade energética e a autonomia ainda não tenham sido confirmadas pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT). O peso em ordem de marcha varia entre 1.750 kg e 1.830 kg, números coerentes para a categoria de médios.

A tecnologia de auxílio à condução também subiu um degrau. A adição do sensor LiDAR no teto sugere a implementação do sistema G-ASD G-Pilot H5 da empresa. Esse pacote garante a funcionalidade de navegação no piloto automático (NOA), permitindo condução semi-autônoma avançada tanto no trânsito urbano quanto em rodovias. Para apoiar o sistema, o SUV recebeu câmeras laterais nos para-lamas dianteiros e um visor extra acoplado ao spoiler traseiro.

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Montagem de seis imagens mostrando diferentes detalhes e opções de personalização de um carro branco, incluindo a lateral com janelas escuras, o teto sem e com teto solar, e a traseira com diferentes estilos de lanternas e para-choques
(MIIT/Reprodução)

Ademais, a Geely aproveitou o momento para fazer alguns ajustes na carroceria. O para-choque dianteiro adotou contornos mais definidos e uma tomada de ar ativa para melhorar o arrefecimento. A alteração mais curiosa é o retorno das maçanetas convencionais, substituindo as peças embutidas da versão de exportação. A mudança antecipa uma restrição legal na China, que limitará maçanetas retráteis a partir de 2027 por questões de resgate em acidentes. A porta de recarga também mudou, saindo do para-lama dianteiro para a lateral traseira.

As novidades estéticas resultaram em um leve ganho nas medidas. O comprimento cresceu 2,1 cm, chegando a 4,63 m. As demais proporções foram mantidas, com 1,92 m de largura, 1,67 m de altura e um entre-eixos de 2,75 m, o que garante um porte semelhante ao de rivais globais como o BYD Yuan Plus. O modelo oferece ângulos de entrada e saída de 16 e 20 graus, respectivamente, calçando rodas que variam entre 18″ e 19″ dependendo da versão.

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Na China, o veículo somou pouco mais de 24.100 unidades emplacadas entre os meses de janeiro e maio de 2026. A fabricante ainda não detalhou a estratégia de preços para a nova configuração ou confirmou quando essas mudanças chegarão aos mercados de exportação, incluindo o Brasil.

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