como cultura, tecnologia e identidade se conectam?
curadoria leve e enviesada pra encarar as conversas dos últimos dias.
oie!
tô testando novos formatos. às sextas, uma mini dose rapidinha com algumas ideias, links e coisas que poderia ter compartilhado com amigos. de reports à dicas de restaurantes. as análises mais completas, com pitacos e opiniões continuam na dose que chega no final do mês! bora? 🤓📖
sinais e refs sobre como cultura, tecnologia e identidade se conectam e estão moldando a forma como vemos o mundo.
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cultura
Future Genesis, projeto da Oakley sobre o futuro
o quê? a Oakley criou uma plataforma interativa&online muito legal que dá pra escolher storytelling e uma narrativa e criar um universo que inspira as pessoas olharem para o futuro.
por que importa? a marca tem investido em inovação e tecnologia. recentemente, lançou um óculos com câmera e IA junto com a Meta. é legal acompanhar como as empresas estão explorando as possibilidades de futuro através de seus projetos e como marcas estão se preparando para o depois de amanhã. (queria saber a metodologia desse projeto, se alguém souber, me manda).
Spotify mapeou o caminho dos Racionais
o quê? em parceria com o Guia Negro, a plataforma lançou um roteiro chamado “Caminhos Racionais”, um roteiro que transforma lugares históricos da carreira do Racionais em pontos de visitação. passando por Capão Redondo, Jardim São Luis, Vila Fundão, Tucuruvi e Vila Mazzei.
por que importa? se aprofundar em histórias re.ais, culturais e musicais pode mudar o consumo de música e reorientar a ocupação da cidade a partir de uma ótica de turismo afrocentrado. [acesse aqui]
LoFi Girl do YouTube finalmente se forma após 7 anos
o quê? há sete anos, a transmissão contínua de música lo-fi hip hop no YouTube, com a personagem de animação estudando em seu quarto, virou uma coisa. mas, nos últimos dias, a diva postou no TikTok que finalmente “terminou de aprender"
por que importa? a animação se tornou um símbolo de produtividade e popularizou o lo-fi pra muita gente. é tipo o fim de uma era. ao fazer um rápido social listening, as pessoas estavam comentando que a razão é que o YouTube iria parar de monetizar vídeos como esse, a plataforma de fato anunciou novas políticas que desincentivam “repetitive content". mas, essas mudanças parecem ser mais sobre conteúdos não originais e repetidos, do que vídeos com repetições dentro deles.
o quê? o designer nova‑iorquino criou uma bolsa que funciona como caixa de som com três horas de reprodução. a ideia é remeter à estética das pickups de DJ.
por que importa? eu adoro quando o design se apoia em repensar o que está posto. e nesse caso, além de ser cool, a proposta nasce como um experimento que se alinha à crescente busca por experiências musicais físicas em uma era dominada pelo streaming.
o cancelamento e boicote da MUBI e do Boiler Room
o quê? a MUBI foi “cancelada” após receber um investimento de US$100 milhões da Sequoia Capital, fundo que desde 2024 financia startups militares israelenses, o que gerou um grande movimento de boicote. Já o Boiler Room foi adquirida pela empresa de investimentos americana Kohlberg Kravis Roberts & Co (KKR), o que levantou questões sobre a mudança de controle e a possível perda de sua identidade original.
por que importa? isso é um ótimo exemplo das crescentes pressões sobre onde o dinheiro está sendo investido e as implicações políticas por trás dos investimentos. estamos falando de um público vigilante, e esses casos levantam questões sobre a responsabilidade das empresas e o impacto de investimentos e o que promovem. a reação mostra como o público está cada vez mais atento ao que consomem, exigindo mais responsabilidade das marcas.
redes sociais e conteúdo
o algoritmo das redes sociais está matando o estilo pessoal
o quê? um artigo do Diego Ortiz no Estadão falando sobre como a redes sociais padronizaram nossos estilos e isso afeta nossa individualidade e a expressão pessoal.
por que importa? o que deveria ser um lugar pra termos contato com o diferente, com todo mundo podendo se expressar, na verdade virou mais uma maneira de todo mundo se encaixar em um molde. no fim, estamos cada vez mais consumindo e copiando estilos, em vez de criar o nosso próprio. e vai além do que a gente veste, é sobre como nos mostramos no mundo. vamos falar mais disso na dose mensal?
Hermès pagou mais de 50 artistas para criar posts para redes sociais esse ano
o quê? em vez de seguir a tendência de usar IA para criar arte, a Hermès contratou mais de 50 artistas para produzir conteúdo exclusivo para suas redes sociais.
por que importa? contratar artistas é uma maneira de garantir que o conteúdo da Hermès mantenha a autenticidade e o toque artesanal que definem sua identidade de marca. em um cenário onde a IA está cada vez mais presente, esse movimento se destaca como um compromisso da marca com o valor do toque humano e da criatividade genuína, mantendo a distinção no mercado de luxo.
inteligência artificial
gravadora assina com artista de IA
o quê? Imoliver, um "artista" de IA criado pela plataforma Suno, acaba de assinar com a gravadora Hallwood Media, liderada por Neil Jacobson. A música “Stone” vai ser lançada dia 8 de agosto, e o álbum sai em outubro. É o primeiro caso de um "prompt producer" assinando com uma gravadora tradicional.
por que importa? esse movimento é um marco, mas também abre um baita debate sobre o futuro da música. o uso de IA para criar artistas levanta questões sérias sobre direitos autorais, o valor do trabalho humano e como isso pode impactar o mercado. será que a IA vai democratizar ou só ampliar as desigualdades na indústria musical?
campanha da vogue com modelo de IA
o quê? a Vogue gerou polêmica ao usar modelos criados por IA em uma de suas capas. nas redes sociais, as pessoas criticaram a falta de criatividade e alertaram para os impactos negativos disso na indústria criativa.
por que importa? a IA está cada vez mais inserida em espaços antes dominados pela criatividade humana, como a moda e a arte. a escolha da Vogue acendeu um debate sobre os efeitos disso na saúde mental, criando padrões de beleza ainda mais inatingíveis. além disso, levanta a questão de como a busca por lucro e eficiência pode matar a autenticidade e a inovação.
identidade
reconhecimento de trancistas na Classificação Brasileira de Ocupação.
“Cresci em um ambiente cercado por mulheres que trançavam, e entendo esse ato como algo que vai muito além da estética. ”. O ato de trançar é um momento de cuidado, de conversa, de afeto. “É uma roda de cura”, conta Anatalina Lourenço, chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do MTE e uma das principais articuladoras da mudança. Para ela, o ato de trançar também é um espaço de memória e resistência, onde se compartilham histórias, dificuldades e sonhos. “A trança vai se formando como quem borda um tecido de memórias”, completou.
por que importa? coloca uma profissão culturalmente importante no radar, garantindo reconhecimento e melhores condições para quem trabalha com isso, além de fortalecer a identidade negra no mercado de trabalho. ainda inclui termos como “trançadeira capilar” e “artesã capilar”, reconhecendo e valorizando o que é ancestral. ref
[eua] artigo do NYT reflete que o termo “African American” deveria ser substituído pelo termo “Black”.
o quê? o argumento do professor de linguística e escritor do NYT é que a cultura e identidade negra nos EUA se distanciaram das raízes africanas.
por que importa? apesar de ser uma discussão lá de fora, é importante refletir como as palavras e os termos que usamos para descrever identidades sociais mudam com o tempo, para se adequar à realidade e ao contexto. como, por exemplo, quando passamos adotamos “pessoas com deficiência".
Spotify abre programa para impulsionar criadores pretos
o quê? a plataforma lançou o Amplifika Creators, programa voltado para profissionais pretos que querem se desenvolver no universo dos podcasts e videocasts. O programa oferecerá uma estrutura profissional, mentoria com creators já reconhecidos, além de uma newsletter com dicas, oportunidades e caminhos para crescer dentro da plataforma.
por que importa? iniciativas como essa ajudam a diversificar a indústria e a tornar o ambiente digital mais inclusivo.
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Amei o mini dose! Super delicioso de ler e adorei a ampla abertura de assuntos!
Adorei o novo formato e a curadoria riquíssima ✌️