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domingo, 14 de junho de 2026

Conto: **A Rivalidade das Duas Mães**!:)....enviado

 **A Rivalidade das Duas Mães**


Sarah observava os filhos brincando no quintal enquanto o sol da tarde pintava o bairro de tons dourados. Aos 28 anos, ela era a imagem da jovem mãe realizada: marido atencioso, dois meninos saudáveis e uma casa aconchegante. Até o dia em que encontrou as mensagens.

O nome da outra mulher aparecia repetidamente. Laura. Outra mãe do bairro, de cabelos castanhos ondulados e sorriso fácil nas reuniões da escola. A amante do seu marido. A traição doeu como ferro quente, mas Sarah não chorou. Não dessa vez. Em vez de confrontar o marido primeiro, ela escolheu um caminho mais perigoso e direto.

Enviou uma mensagem simples para o número que descobrira:  
“Venha à minha casa amanhã às 14h. As crianças estão na casa da avó. Precisamos conversar sobre o que é nosso.”

Laura apareceu. Vestia jeans justo e uma blusa leve, tentando parecer casual. Seus olhos se encontraram na porta da frente. Nenhuma das duas sorriu.

— Você tem coragem de vir aqui — disse Sarah, fechando a porta atrás dela.

— Você me chamou. Achei que queria gritar ou me mandar embora — respondeu Laura, erguendo o queixo.

— Eu não sou o tipo que chora no canto. Quero olhar nos seus olhos e decidir isso como mulheres.

A tensão explodiu rápido. Sarah deu o primeiro empurrão. Laura reagiu, agarrando o braço dela. Em segundos, as duas jovens mães estavam no chão da sala, rolando, puxando cabelos, rasgando tecido. Não era uma briga elegante. Era raiva pura, unhas arranhando braços, joelhos pressionando barrigas, respirações ofegantes. Grunhidos substituíam insultos.

Sarah era mais forte. Conseguiu prender Laura contra o sofá, mas a outra se contorceu e inverteu a posição. Caíram de novo, agora mais perto do corredor que levava ao quarto principal.

— Essa cama ainda é minha — rosnou Sarah, puxando Laura pelo pulso.

Arrastaram-se até o quarto. A luta continuou sobre o colchão que Sarah dividia com o marido traidor. Corpos colidindo, pernas entrelaçando, mãos tentando imobilizar. O ar estava pesado de suor, perfume misturado e algo mais primitivo.

A fúria aos poucos mudou de tom. Os movimentos se tornaram mais lentos, mais deliberados. Um puxão de cabelo virou carícia firme. Um joelho que pressionava virou pressão intencional. Olhares de ódio se transformaram em algo faminto. Nenhuma das duas queria parar.

Sarah montou sobre Laura, prendendo seus pulsos acima da cabeça.  
— Você acha que pode tomar o que é meu? — sussurrou, o rosto a centímetros do da outra.

Laura sorriu desafiadora, arqueando o corpo contra o dela.  
— Eu já tomei. Agora vamos ver quem merece de verdade.

O que se seguiu foi uma batalha íntima, feroz e sem regras. Duas mulheres bonitas e fortes medindo forças não apenas com raiva, mas com desejo de dominar. Toques que machucavam e excitavam ao mesmo tempo. Gemidos misturados a suspiros. Cada uma tentando provar que era a melhor — mais mulher, mais desejável, mais viva. A esposa e a amante lutavam pelo mesmo homem, mas, naquele momento, o homem nem existia. Existiam apenas elas duas, pele contra pele, determinação contra determinação.

Quando o cansaço finalmente venceu, as duas ficaram deitadas lado a lado, ofegantes, corpos marcados por arranhões e mordidas leves. O quarto cheirava a suor e perfume feminino.

Sarah virou o rosto para Laura.  
— Isso não termina aqui.

Laura sorriu fracamente, ainda recuperando o fôlego.  
— Não. Acho que agora começa de verdade.

Fora do quarto, o bairro pacífico seguia sua rotina. Dentro daquela casa, duas jovens mães haviam cruzado uma linha que nenhuma das duas esperava. E nenhuma das duas queria voltar atrás.

Fim?