O ano começa com uma decisão importante. Menos posts e mais livros. Desde que as redes sociais deixaram de ser sociais e passaram a ser plataformas comerciais comandadas por inteligência artificial, com conteúdo produzido (cada vez mais) com inteligência artificial, tudo para capturar nossa atenção – e dinheiro – colaborar com essa estrutura (que me faz cada vez mais mal como criador e consumidor de conteúdo) tem perdido o sentido, participar dessa engenharia.
Então eu decidi usar neste ano o Instagram de uma forma diferente ( expliquei aqui ) e me dedicar a escrever mais livros. E nessa, você, assinante desta newsletter, vai se dar bem. Isso porque eu vou fazer cada vez menos posts e focar mais aqui, compartilhando as minhas pesquisas e usando um espaço maior para (além de postar links) trazer um pouco do que estou sentindo, pensando, esperando.... 😊
E prometo também cada vez mais eventos presenciais, para trocas mais próximas. Nesta quinta-feira, dia 08/01, vou fazer uma palestra aberta, junto com a Fernanda Moreira, a Ladrilha , às 19h na loja Reserva do Shopping Rio Sul, sobre o ano analógico que nos espera.
No dia 24/01, vou fazer um piquenique em São Paulo com o Momento Vida Offline. E no dia 31/01 uma oficina de cerâmica com o Studio Mar Aberto no Rio de Janeiro. Quem vem?! (Ah e se você quiser fazer um evento de lançamento do meu novo livro “ A alegria em ficar de fora ”, na sua cidade, ou um evento comigo, basta responder esse email).
E por falar em mais livros e mais presença, o escritor Cris Dias também está desejando um 2026 com mais leitura e escrita. Na newsletter ‘boa noite internet’, ele falou sobre a importância e o prazer de resgatar os blogs em 2026. Num momento onde a rede social parece incerta e menos prazerosa de estar, os blogs estão com tudo.
E além de ler mais blogs, vale a reflexão: por que não começar o seu blog? Pode ser um site pessoal ou um terceiro como o Medium ou o Substack. Como sugere Cris Dias, “na era da IA, o que nenhuma máquina vai conseguir tirar de você são suas ideias, sua visão de mundo, insights, sentimentos”.
Vem junto comigo nessa jornada da escrita :)
Na Bits to Brands, a estrategista e creator Beatriz Guarezi trouxe uma lista do que tá “dentro” e “fora” para 2026. Alguns itens chamaram muita atenção, pois tem muita ressonância com assuntos que sempre estão por aqui:
🟢 In: Dar a devida desimportância
🔴 Out: Interpretar qualquer micro-trend americana como relevante
As nossas timelines têm sido dominadas por carrosséis com título sensacionalista escritos por IA com base em artigos de veículos como VOX ou The Atlantic. Que, inclusive, são ótimos. Mas a sua disseminação sem critério gera a falsa impressão de que “todo mundo” está agindo ou pensando ou se vestindo daquela forma. Em 2026, precisamos perguntar mais: “será mesmo?”. E dar mais desimportância para certas coisas.
🟢 In: Grupos, hobbies e atividades longe das telas
🔴 Out: Ser cronicamente online
Começar o ano de 2025 celebrando o offline, o impresso e apontando este movimento como tendência foi um dos nossos maiores acertos. A busca pelo analógico não só permanece, como se intensifica em 2026. Nesse processo, descobrimos também que ser cronicamente online não torna ninguém mais conectado ou mais produtivo. Uma boa caminhada ou um livro físico, talvez.
Vale conferir a lista completa da Beatriz por aqui.
Para fugir das listas com dicas de produtividade e planos de mudança de vida para o início do ano, a coluna do Adrian Tiu seguiu um caminho diferente: um guia para 2026 menos animado, ou quase pessimista rs. Em meio ao humor sarcástico, algumas dicas são lembretes realmente importantes para a gente pensar nesse momento de início do ano, onde parece que todo mundo está resolvendo a vida inteira, menos você. Alguns dos conselhos do Adrian mais úteis incluem:
Não devemos negar as possibilidades das novas tecnologias, mas também podemos ser mais céticos em relação a elas.
Reduzir o guarda-roupa é um bom exercício para essa época do ano. E para os mais empolgados, aprender a fazer alguns desses itens com as próprias mãos também vale.
Aprender novas técnicas culinárias, sobretudo aquelas que permitem reduzir o desperdício das comidas que você compra.
E por último, mas não menos interessante: está procurando um novo hobby inusitado? Que tal colecionar itens que costumam se tornar relíquias no futuro? Moedas, notas de dinheiro, cartões de metrô… daqui a 50 ou 100 anos, talvez você tenha um tesouro e um registro da sua história.
Me conta os seus planos para 2026 e espero que eles se cruzem e se conectem com os meus por aqui, na presença online e presencial :)











































