Sem título
Ainda me surpreendo com o quanto as pessoas levam da gente quando vão embora. As vezes deixando alegria e em alguns casos, um grande vazio existencial, algo dentro de si vira uma chavinha para qual não há cópias, caso se perca, além de não avisarem sobre a chegada tampouco a saída. Mas viver é um rasgar-se e remendar-se, como disse alguém conhecido. No entanto, apesar do calendário em que os dias, meses estão passando sem parar, a prova disso é que tem um ano que não te encontro, não nos falamos, não houve parabéns, porém, consigo lembrar de fechar os meus olhos, o seu lindo rosto, escutar a sua voz e ir de encontro a você em meus sonhos, há muito sobre encontros despretensioso neles, isso me assusta, dá angústia porque quando acordo, você não existe mais na minha realidade. A vida segue, a minha seguiu, a sua também , novos caminhos foram traçados sem encontros. Então, não entendo tanta saudade, com certeza, trata-se da questão do querer ter controle quando não se tem, onde só mora a saudade!

